
Em reunião em Brasília, no dia 19 de agosto de 2025, ANU exigiu recursos para construção da sede no estado, servidores e medidas urgentes para cadastros e vistorias.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Enquanto o agronegócio recebe incentivos milionários, a reforma agrária segue travada pela falta de estrutura e vontade política. Foi esse o tom levado pela ANU – Ação Nacional Unificada dos Movimentos Sociais em reunião realizada no último dia 19 de agosto de 2025, em Brasília. A entidade cobrou recursos para construir sua sede em Mato Grosso e a contratação de servidores que possam garantir a continuidade do trabalho.
As vistorias do INCRA nas áreas destinadas à reforma agrária foram um dos pontos mais destacados. Elas são fundamentais para identificar terras improdutivas e permitir novos assentamentos. Sem essas ações, milhares de famílias continuam paralisadas, impedidas de acessar a terra e iniciar sua produção.
Outro gargalo apontado foi o cadastro das famílias. A falta de organização e atualização dos dados compromete a transparência e a regularização fundiária. Famílias inteiras permanecem em filas sem previsão de atendimento, aguardando o reconhecimento do seu direito de viver e produzir com dignidade.
Em Mato Grosso, esse quadro se torna ainda mais grave: de um lado, o agronegócio é celebrado como motor econômico; de outro, trabalhadores rurais seguem sem terra, sem crédito e sem acesso a políticas públicas básicas. É nesse cenário que a ANU se fortalece como voz de mobilização, unindo diferentes movimentos sociais e reafirmando que a reforma agrária é essencial para reduzir desigualdades e garantir cidadania no campo.
O recado dado em Brasília foi claro: sem sede, sem servidores, sem vistorias e sem cadastro, não há como avançar na reforma agrária. A ANU pressiona o governo para que medidas concretas sejam tomadas e para que a luta histórica das famílias trabalhadoras não continue paralisada.

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