
Bolsonarismo gritava contra mamadeira erótica, mas torrava milhões em leite condensado, pílula azul e prótese peniana inflável
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Se há um legado que Jair Bolsonaro deixou na Presidência da República, ele não está em obras, nem em políticas públicas transformadoras. Está na cozinha e nas gavetas de almoxarifado das Forças Armadas. Durante seu governo, o país descobriu compras milionárias de itens no mínimo curiosos: leite condensado, Viagra e até próteses penianas infláveis. Um verdadeiro “cardápio do poder” pago com dinheiro público.
Comecemos pelo doce preferido do ex-presidente. Em 2020, só o governo federal gastou cerca de R$ 15 milhões em leite condensado, o equivalente a 2,5 milhões de latas, ou aproximadamente 7.200 latas por dia. O preço médio, segundo auditorias, chegava a R$ 162 por unidade em alguns contratos. Bolsonaro, na época, justificou dizendo que era uma “bomba calórica” necessária para quem faz atividade física. O problema é que a bomba estourou no bolso do contribuinte.
Mas a dieta açucarada não parava aí. Para animar a tropa, o governo também autorizou a compra de 35 mil comprimidos de Viagra. Oficialmente, a justificativa era de uso para hipertensão arterial pulmonar — mas ninguém acreditou muito nessa história. O próprio Bolsonaro saiu em defesa, dizendo que “não considera um absurdo”. Absurdo mesmo é ver soldados virarem garotos-propaganda da “pílula azul”.
E quando a pílula não dava conta, entrava o item mais constrangedor da lista: próteses penianas infláveis. Foram adquiridas até 60 unidades, ao custo de R$ 3,4 milhões. Bolsonaro chegou a ironizar, perguntando se “só havia 20 brochas no Exército” e afirmando que “se o instrumento quebrou, o cara tem direito a tratamento”. O problema é que o tratamento foi pago com dinheiro de todos os brasileiros.
Esses gastos se tornaram símbolo de um governo que dizia lutar contra a corrupção e contra os “supérfluos” do Estado, mas que não hesitou em usar o orçamento da União para bancar leite condensado gourmet, medicamentos para ereção e próteses penianas. Enquanto isso, o Brasil registrava índices alarmantes de fome, filas no INSS e colapso na saúde.
Ironia do destino: os mesmos que gritavam contra o “kit gay” e as “mamadeiras eróticas” foram flagrados bancando, com dinheiro público, um kit bem mais íntimo.

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