
Izalci Lucas admitiu que Bolsonaro foi avisado sobre fraudes bilionárias no INSS ainda em 2018 e ficou inerte. Só no governo Lula a Polícia Federal avançou e desmantelou a quadrilha que sangrou aposentados e pensionistas. O moralismo bolsonarista ruiu diante dos fatos.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A CPMI do INSS escancarou a verdade que o bolsonarismo tenta esconder: Bolsonaro sabia das fraudes no INSS desde a transição de 2018 e nunca tomou providências para defender aposentados e pensionistas.
O próprio senador Izalci Lucas (PL-DF) admitiu em sessão que levou a denúncia ao então presidente eleito. Em quatro anos de mandato, Bolsonaro ignorou o esquema, não acionou a Polícia Federal e deixou a máfia correr solta, drenando bilhões de reais de quem mais precisava.
As investigações atuais revelam a dimensão da roubalheira: entre 2019 e 2024, foram mais de R$ 6,3 bilhões em descontos fraudulentos, atingindo cerca de 4,1 milhões de brasileiros. O rombo saltou de R$ 36 milhões em 2020 para R$ 2,4 bilhões em 2024. Enquanto isso, idosos e pensionistas eram vítimas de associações de fachada, contratos falsos e descontos indevidos — um verdadeiro crime institucionalizado.
Foi somente sob o governo Lula que a Polícia Federal e a CGU entraram em ação, desarticulando a rede criminosa e recuperando mais de R$ 1 bilhão. Entidades fraudulentas foram identificadas, prisões decretadas e patrimônios de luxo apreendidos. O contraste é cristalino: com Bolsonaro, silêncio e omissão; com Lula, investigação e resultados concretos.
Diante do escândalo, Izalci ainda tentou recuar, afirmando que sua fala anterior era “mentira”. Mas os fatos não deixam dúvidas: tanto ele quanto Bolsonaro foram avisados e se calaram. Essa omissão não é mero descuido, é cumplicidade com o crime.
A instalação da CPMI do INSS, em agosto de 2025, só reforça o abismo entre discurso e prática. Agora os bolsonaristas tentam se disfarçar de paladinos da moralidade, mas o teatro cai por terra quando documentos e operações policiais mostram que sabiam e nada fizeram.
No fim, fica a constatação: o moralismo bolsonarista não passa de fachada. Enquanto discursavam em nome da “família” e da “pátria”, fecharam os olhos para a pilhagem de aposentados. Hoje, desmontada a farsa, sobra apenas o silêncio cúmplice de quem deixou a máfia prosperar.

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