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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Enquanto médicos e colaboradores seguem firmes no atendimento à população, a Prefeitura de Sinop acumula mais um vexame: salários atrasados na UPA e descaso com quem sustenta a saúde pública da cidade.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Mais um mês se passou e nada de pagamento. Médicos, enfermeiros e demais colaboradores da UPA continuam atendendo diariamente, muitas vezes em condições precárias, mas agora enfrentam o peso da injustiça: trabalhar sem salário. É a prova de que a Prefeitura de Sinop se preocupa mais em terceirizar responsabilidades do que em cumprir com suas próprias obrigações.

O contrato da Associação Social de Medicina (ASM) com a Prefeitura foi renovado recentemente por R$ 75 milhões ao ano, conforme documentos públicos e matérias locais. Mesmo com valores tão altos empenhados, os salários seguem sendo pagos fora do prazo, criando instabilidade financeira, desmotivação entre os profissionais e comprometendo diretamente o atendimento à população. O caso escancara os riscos de um modelo de gestão da saúde que coloca a lógica empresarial acima da função social do SUS.

A terceirização tem avançado em Sinop e em diversas cidades do Brasil com promessas de “eficiência” e “qualidade”. No entanto, a prática revela outra realidade: serviços precarizados, profissionais desrespeitados e população mal atendida. Não é gestão moderna, é apenas transferência de responsabilidade — e, em Sinop, um atestado explícito de incompetência da Prefeitura.

Vale lembrar que a UPA 24h é uma unidade federal do SUS, criada para garantir atendimento universal em urgência e emergência. Sua entrega à gestão privada, porém, transformou um serviço essencial em uma empresa com folha de pagamento atrasada e risco de colapso funcional. Uma distorção da proposta original do Sistema Único de Saúde, que deveria ser público, gratuito e de qualidade.

A saúde terceirizada em Sinop virou rotina — e problema. Em vez de concursos, direitos e estabilidade, o que se vê são contratos precários, desvio de finalidade e sofrimento para quem está na ponta do atendimento. A Secretaria de Saúde se resume a assinar contratos milionários enquanto falha em sua missão básica: garantir salário digno a quem salva vidas.

Sinop não merece esse descaso. A sociedade precisa cobrar de quem deve ser cobrado: da Prefeitura e de seus gestores. Não dos profissionais que, mesmo sem salário, continuam atendendo a população com coragem e dignidade.


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