
Patriota de fancaria: o 03 que sempre exaltou os Estados Unidos agora corre o risco de ser chutado da terra que tanto bajula.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Eduardo Bolsonaro construiu a carreira política na sombra do pai e na sombra de uma bandeira que não era a do Brasil. De tanto posar com a bandeira americana, bater continência para os símbolos dos EUA e babar ovo para Donald Trump, agora pode estar prestes a provar do próprio veneno: ser descartado como peça de reposição no jogo geopolítico.
A Polícia Federal já investiga o deputado por tentar usar a proximidade com Trump para influenciar decisões dentro do governo norte-americano e, segundo relatos, até para ludibriar autoridades dos EUA em benefício da família Bolsonaro. Ironia ou justiça poética? O “patriota” que jurava defender o Brasil pode ser visto como um farsante em Washington.
E a cereja do bolo: se confirmada a desconfiança de que Eduardo enganou Trump com lorotas sobre “perseguição política” no Brasil, o ex-presidente americano — conhecido por não gostar de ser feito de bobo — pode não pensar duas vezes antes de descartar seu aliado tropical. A hipótese de deportação ou cancelamento de visto ainda não passa de especulação, mas só a possibilidade já expõe a fragilidade de um projeto político que sempre se ajoelhou diante da bandeira alheia.
Os “patriotas” que xingam o Supremo, mas hasteiam a bandeira dos Estados Unidos em quintais e caminhonetes, deveriam prestar atenção: quando a lealdade é importada, a traição também vem com selo internacional.
No fim das contas, o único hino que Eduardo Bolsonaro parece conhecer é o de servir interesses que nunca foram os do povo brasileiro. E agora, ironicamente, pode ser tratado como persona non grata no mesmo país que idolatra.

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