
Flávio Dino determina inquérito da PF para investigar quase R$ 695 milhões sem transparência; bolsonaristas tremem diante do fim da farra
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino bateu o martelo: a Polícia Federal vai investigar a farra das chamadas emendas Pix, que despejaram quase R$ 695 milhões em estados e municípios sem qualquer plano de trabalho. Foi dinheiro público entregue como cheque em branco, sem controle e sem destino claro.
Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) revelam 964 repasses sem registro entre 2020 e 2024, um verdadeiro escândalo. Para Dino, a situação comprova “descumprimento parcial da decisão judicial”, já que a lei determina que cada centavo de verba pública tenha comprovação de uso.
A ordem é clara: em até 10 dias, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, deve entregar a lista completa de repasses suspeitos. Cada caso será distribuído às superintendências da PF, que abrirão inquéritos para seguir o rastro do dinheiro.
Não é a primeira vez que o esquema chama atenção. A Advocacia-Geral da União (AGU) já havia derrubado as chamadas “contas de passagem”, um truque usado por parlamentares para movimentar os recursos antes de chegar ao destino final. Mas a farra não parou por aí: em julho, descobriu-se que parlamentares do Distrito Federal repassaram R$ 53,3 milhões para a Associação Moriá, comandada por um ex-cabo, um motorista e até uma esteticista. Poucas semanas depois, a entidade virou alvo da Operação Korban da PF.
A verdade é uma só: o Congresso transformou as emendas Pix em uma lavanderia oficializada de dinheiro público. Não é rachadinha de gabinete, é pixadinha parlamentar, bilionária e legalizada.
Enquanto bolsonaristas seguem atacando o STF e fingindo moralidade, o que a investigação expõe é que o maior rombo nasceu no próprio parlamento. Agora, com Dino exigindo apuração rigorosa, a conta vai bater na porta de quem usou o dinheiro público como se fosse caixa particular.

Deixe um comentário