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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Instituição denuncia ataques que ameaçam o Sistema Financeiro Nacional e mobiliza investidores contra boatos

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O Banco do Brasil (BB) acionou oficialmente a Advocacia-Geral da União (AGU) para que sejam tomadas providências contra perfis bolsonaristas que disseminam fake news nas redes sociais. As publicações incentivam corridas bancárias, sugerindo que o banco estaria sujeito a sanções internacionais ligadas à Lei Magnitsky, usada pelos Estados Unidos contra autoridades estrangeiras.

No ofício encaminhado à AGU, o BB alerta que tais boatos “ameaçam não só a instituição financeira em particular, mas todo o sistema financeiro do Brasil”, colocando em risco a “ordem econômica, financeira e social” e o “desenvolvimento equilibrado do país”.

Operação de contenção

Diante da onda de desinformação, a direção do banco organizou uma ação emergencial: ligou diretamente para os 100 maiores investidores para prestar esclarecimentos e orientou gerentes e funcionários de agências em todo o país a tranquilizar clientes, explicando a falsidade das informações. A medida buscou evitar pânico e proteger a credibilidade da instituição.

O gatilho: a Lei Magnitsky e Alexandre de Moraes

A ofensiva bolsonarista começou após os Estados Unidos incluírem o ministro Alexandre de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky. A legislação prevê bloqueios de ativos e restrições de transações financeiras de pessoas acusadas de corrupção ou violações de direitos humanos. Perfis ligados à extrema direita passaram a distorcer o episódio, espalhando boatos de que contas no Banco do Brasil poderiam ser atingidas.

Em resposta, Moraes classificou a narrativa como “falsa” e garantiu que não recuará no combate a grupos antidemocráticos. O ministro Flávio Dino reforçou que sanções de países estrangeiros não têm efeito automático no Brasil sem chancela legal, descartando qualquer impacto prático sobre instituições nacionais.

Queda das ações e reação do mercado

Mesmo com os desmentidos oficiais, a campanha de fake news teve impacto imediato: as ações do BB chegaram a cair mais de 6% em um único pregão, arrastando outros bancos privados e reduzindo temporariamente o valor de mercado do setor financeiro. O episódio mostrou como boatos virtuais podem gerar instabilidade real.

Crime previsto em lei

O Banco do Brasil destacou que difundir informações falsas sobre instituições financeiras é crime previsto na Lei nº 7.492/86, com pena de dois a seis anos de prisão e multa, ampliada em um terço quando se trata de instituição oficial. Ou seja: os perfis bolsonaristas que tentaram sabotar a confiança no banco podem enfrentar processos criminais e civis.

Declaração da presidência

A presidente do BB, Tarciana Medeiros, afirmou que a instituição não aceitará ataques de caráter “enganoso ou inverídico” e ressaltou que o banco está preparado para lidar com “questões complexas e sensíveis” envolvendo normas internacionais, sempre em conformidade com a legislação brasileira.

Um velho truque da extrema direita

A tática, no entanto, não é novidade: espalhar boatos para provocar crise, gerar pânico no mercado e depois posar de salvadores do caos. Desta vez, os bolsonaristas tentaram usar a “Magnitsky” como espantalho para atacar o Banco do Brasil e, indiretamente, desgastar ministros do Supremo. Mas a jogada ruiu diante da resposta firme da instituição e da legislação brasileira.

Em resumo: fake news não derruba banco — mas pode derrubar quem as espalha.


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