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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

População mato-grossense rejeita políticos que relativizam crimes, atacam a democracia e tentam vitimizar Bolsonaro, condenado por corrupção e tentativa de golpe

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), conhecido por sua fidelidade cega ao bolsonarismo e agora cogitado como pré-candidato ao governo de Mato Grosso, resolveu dar mais uma demonstração de covardia política. Em entrevista recente, o parlamentar disparou:

“Com essa reunião que teve todos os partidos, nós vamos buscar ainda o tema da anistia, que nós acreditamos, porque não é possível que vá vencer a ditadura no país. Então, nós não queremos isso. (…) O presidente Bolsonaro está preso, não tem nenhuma denúncia de corrupção, apenas por manifestação política e pessoal. Nós não concordamos com isso. Nós queremos liberdade das pessoas de ir, de vir, de poder falar, vocês da imprensa, de questionar cada político. (…) Daqui a pouco vocês não vão poder falar que está preso o presidente da República, um senador da República está preso por manifestação, e assim vai.”

O discurso, recheado de distorções e falsidades, é a típica narrativa bolsonarista que tenta transformar criminosos em “presos políticos” e instituições democráticas em “ditaduras”. O problema é que a sociedade mato-grossense, trabalhadora e democrática, não aceita esse tipo de manipulação rasteira.

A farsa da “ditadura”

Ditadura é quando não há eleições, quando o Congresso é fechado, quando a imprensa é censurada, quando cidadãos são perseguidos e assassinados pelo Estado. Foi o que o Brasil viveu entre 1964 e 1985, com tortura, censura e mortes de opositores. É o que acontece hoje em regimes como a Nicarágua de Ortega e a Rússia de Putin, onde a oposição simplesmente não tem liberdade para existir.

O Brasil de hoje, ao contrário da narrativa de Fagundes, é um país onde há eleições livres, onde o Parlamento legisla, onde a imprensa é livre para publicar críticas, inclusive contra o STF e o governo, e onde até um senador como ele pode dar entrevistas atacando ministros sem qualquer censura.

Ou seja, não existe “ditadura” no Brasil. O que existe é um Estado Democrático de Direito funcionando — e colocando na cadeia quem tentou destruir as instituições.

Por que Bolsonaro está preso?

Bolsonaro não está preso por “opinião”. Ele está em prisão domiciliar porque é investigado e já réu em diversos processos que envolvem:

  • Tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, quando incitou e apoiou a invasão e destruição das sedes dos Três Poderes em Brasília;
  • Abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, ao usar a máquina pública em benefício próprio;
  • Tráfico de joias da Arábia Saudita, que tentou vender ilegalmente para benefício pessoal;
  • Uso criminoso da ABIN paralela, para espionar adversários políticos e até ministros do STF;
  • Atuação em esquema de desinformação, espalhando fake news contra a vacina, contra as urnas eletrônicas e contra a democracia brasileira.

E não para por aí: recentemente, o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) revelou movimentações suspeitas de cerca de R$ 50 milhões em PIX ligadas ao entorno do bolsonarismo. Se isso não é roubo, se isso não é corrupção, o que mais poderia ser? Um presidente que sempre se vendia como “honesto” agora aparece associado a práticas típicas de quadrilhas financeiras, envolvendo aliados, familiares e operadores políticos.

O constrangimento de Mato Grosso

Mato Grosso é o maior produtor de soja do país, motor do agronegócio brasileiro e orgulho da população trabalhadora. É um estado que representa progresso, riqueza e força nacional. Colocar um senador que distorce fatos e defende anistia a criminosos como pré-candidato ao governo é um verdadeiro vexame.

Wellington Fagundes tenta enganar a população ao dizer que Bolsonaro está preso “sem denúncia de corrupção”, ignorando os processos, as provas e os crimes já escancarados pela Justiça e pelos órgãos de investigação. Ao defender anistia para golpistas, ele não está defendendo “liberdade”, está defendendo a impunidade de criminosos que tentaram rasgar a Constituição.

Democracia não é anistiar golpista

Anistiar quem tentou destruir o país não é defender a democracia, é apunhalá-la. O que o PL e os bolsonaristas tentam é criar um discurso vitimista, no qual quem tentou dar golpe é tratado como herói, e quem defende a lei é acusado de ditador.

Mato Grosso não pode aceitar ser governado por alguém que troca a verdade pela conveniência política, que prefere defender corruptos e golpistas em vez de lutar por saúde, educação e infraestrutura. O povo mato-grossense merece líderes comprometidos com o futuro, não cúmplices de um passado vergonhoso.

Wellington Fagundes pode até tentar se vender como “defensor da liberdade”, mas a realidade é que ele é apenas mais um soldado do bolsonarismo, disposto a relativizar crimes em troca de votos.

E como a história mostra, quem se alia a golpistas sempre acaba do lado errado.


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