
Sem limites, a máquina de fake news bolsonarista cortou trechos do discurso de Sorocaba para acusar Lula de racismo. A verdade? Ele criticou uma foto preconceituosa de material institucional antigo e defendeu respeito à população negra. Quem vive de mentira precisa de corte e cola.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O roteiro já é conhecido: a extrema direita fabrica um recorte tosco, espalha em massa e torce para que ninguém veja o contexto. Foi assim nas últimas horas com o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a entrega de 400 Unidades Odontológicas Móveis (UOM), em Sorocaba (SP), na quinta-feira, 21 de agosto de 2025. No evento, Lula contou um episódio antigo de comunicação governamental e condenou a escolha de uma foto preconceituosa — um homem negro sem dentes ao lado de uma mulher branca — para representar o Brasil no exterior. Ele disse que mandou “anular” aquele material e refazer a imagem, justamente por reforçar estereótipos. Contexto completo aqui, com o vídeo integral do ato em Sorocaba.
O Planalto confirmou os dados centrais do evento: 400 UOM, investimento de R$ 152 milhões e meta de alcançar 1,4 milhão de pessoas em áreas rurais e de difícil acesso, com previsão de mais 400 veículos até 2026. É política pública concreta — não corrente de WhatsApp.
Quem tenta colar a pecha de racismo em Lula faz isso cortando a fala e omitindo a crítica à representação estigmatizante. Relatos jornalísticos fidedignos registram exatamente isso: Lula reprovou a imagem por reforçar estereótipos, e mandou jogar a página fora — atitude oposta ao racismo.
Nota da ministra da Igualdade Racial
A ministra Anielle Franco saiu em defesa do presidente e divulgou uma nota contundente:
“Em tempos de desinformação, é preciso cuidar para não retirar as frases do seu contexto político. Infelizmente, estamos colhendo consequências até hoje de diversas fake news espalhadas em nosso país nos últimos anos.”
“O presidente Lula, em sua frase, conta um episódio e nele já aponta o preconceito do racismo expresso na escolha da referida imagem. Faz uma importante crítica ao estigma que pesa nos ombros das pessoas negras, além de indicar que sabe quem mais sofreu com falta de política pública para a saúde bucal, criando e retomando o programa Brasil Sorridente, para beneficiar aqueles que mais precisam.”
Para não ficar dúvida, há matérias explicando o truque da edição: opositores isolaram apenas o trecho em que ele descreve a foto (“um senhor negro sem dente”), apagando que a descrição vinha para reprovar aquela capa e exigir um novo padrão de comunicação. É a velha fábrica de desinformação operando no volume máximo.
Enquanto eles espalham fake news, o Brasil Sorridente segue expandindo: a política nacional de saúde bucal, retomada e reforçada, vem aumentando equipes, equipamentos e cobertura — com histórico e diretrizes claras desde 2004. Em 2024 e 2025, o investimento federal foi ampliado e municípios seguem podendo solicitar novos equipamentos odontológicos para o SUS. Isso é estado presente e respeito ao povo.
E vamos ser claros: ao invés de viver de recortes, de fake news e de vídeos editados, seria melhor que os seguidores do ex-presidente inelegível postassem o que Bolsonaro fez pela sua cidade, pelo seu Estado e pelo Brasil nos quatro anos de governo. Mas não há nada para mostrar. Vocês só sabem mentir porque não têm projeto, não têm obra, não têm política pública. A única coisa que sabem oferecer ao povo brasileiro é fake news, mentira na maior cara lisa, como se isso fosse legado de governo.
Não caia em golpe barato. Eis o que aconteceu, sem edição:
- Evento público, 21/08/2025, entrega de 400 UOM.
- Lula relata episódio antigo e condena uma foto preconceituosa usada em material institucional; manda anular a publicação.
- Perfis bolsonaristas cortam a fala e mentem sobre o conteúdo.
- Nota oficial da ministra Anielle Franco reforça que se trata de crítica ao racismo estrutural e não de prática racista.
- Vídeo completo está disponível — assista e tire suas próprias conclusões.
Recado aos vendedores de mentira
– Cortar vídeo para fabricar racismo é confissão de culpa: sem fake, não há narrativa.
– Quem atacou por anos políticas de inclusão agora finge defender a população negra — só que contra o contexto e contra a verdade.
– Podem berrar no feed, mas não apagam 400 consultórios odontológicos sobre rodas levando atendimento a quilombolas, indígenas, ribeirinhos e periferias.

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