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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

O pastor que negocia com políticos e arrasta seu rebanho para passar vergonha em defesa de corruptos

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

A Polícia Federal vazou áudios de conversas entre Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia. O conteúdo é devastador para o bolsonarismo: revela fofocas internas, puxões de orelha em filhos, brigas de vaidade, bajulação a Donald Trump e, o mais simbólico, a confissão de que todo o movimento vive trancado em uma bolha bolsonarista.

O pastor que vira cabo eleitoral

Longe de falar sobre fé ou espiritualidade, Malafaia se apresenta como conselheiro político desesperado, tentando ditar estratégias e cobrando Bolsonaro por mais vídeos para manter sua base iludida. Ele chega a dizer, sem pudor: “Grave um vídeo, presidente. Seu povo, a sua bolha, precisa ter algo pra se defender.”

É o retrato de um pastor que, em vez de cuidar do rebanho, se transforma em garoto-propaganda de político corrupto, conduzindo fiéis à humilhação pública de defenderem um líder acusado de crimes.

Fofoca e racha na família Bolsonaro

Nos áudios, Bolsonaro explode contra Eduardo, chamando o próprio filho de “babaca” e acusando-o de prejudicar sua imagem. Já Flávio recebe elogios de Malafaia, que tenta convencer o ex-presidente a parabenizar o senador por sua postura na Globo News. A cena é digna de novela familiar: discussões, vaidades e traições em meio a uma crise política.

STF, Trump e a salvação pela anistia

Entre palavrões e lamúrias, Bolsonaro e Malafaia repetem o mesmo mantra: anistia. Para eles, esse seria o único caminho para encerrar o processo judicial que ameaça o clã. O STF é visto como obstáculo, mas Malafaia insiste que Bolsonaro deve se colocar como a “maior voz” contra as instituições.

Em tom quase servil, o pastor afirma que até Donald Trump “joga a bola” para Bolsonaro, mas que cabe a ele encarnar o discurso de “perseguido político”.

Crises, desculpas e covardia

Bolsonaro ainda tenta justificar sua ausência com crises de soluço, que o impediriam de gravar vídeos. Enquanto isso, Malafaia insiste que o ex-presidente precisa se expor para alimentar a militância. A imagem que se forma é a de um líder fragilizado, refém da própria bolha e dependente de um pastor que age mais como marqueteiro do que como religioso.

Negociações de bastidor e promessas quebradas

Malafaia aproveita a conversa para cobrar apoio a aliados como Fábio, que estaria sendo deixado de lado por Waldemar da Costa Neto. Mais uma vez, o áudio mostra que, por trás do discurso de “Deus, pátria e família”, o que move o bolsonarismo é a velha política de cargos, favores e promessas não cumpridas.

O retrato de um movimento em decadência

O vazamento da Polícia Federal escancara a realidade: Bolsonaro perdido, Malafaia transformado em despachante político, filhos em guerra interna e uma militância resumida a uma bolha de desinformação.

E o mais grave: o pastor que deveria pregar valores espirituais se rebaixa ao papel de advogado de corrupto, arrastando a fé de milhares para a lama da política suja.


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