
Do barco de lata em Atibaia ao PIX milionário do Coaf: a farsa contra Lula e o silêncio cúmplice com Bolsonaro
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A hipocrisia do bolsonarismo chegou ao seu ponto mais grotesco. Lula foi perseguido, preso e humilhado por causa de um sítio em Atibaia e um triplex no Guarujá que nunca estiveram em seu nome. Para justificar a farsa, a Lava Jato se valeu de delações premiadas sem provas materiais, convicções ideológicas e uma força-tarefa que transformou visitas em “propriedade”, um barco de lata em “luxo” e reformas de terceiros em “propina”.
Na sanha persecutória, chegaram a apreender o tablet do neto de Lula, reviraram colchões, quebraram todos os sigilos possíveis e vasculharam sua vida até o limite. O resultado? Nenhuma movimentação milionária, nenhuma conta secreta, nenhum desvio comprovado. O que encontraram foi só a convicção seletiva de um juiz parcial — Sergio Moro —, declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal. As sentenças da juíza substituta Gabriela Hardt, copiadas e coladas, também foram anuladas. O STF deixou claro: houve incompetência do juízo e parcialidade, e as condenações caíram por terra.
Já Jair Bolsonaro, o “honesto” de estimação dos moralistas de plantão, aparece em relatórios oficiais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Polícia Federal com números que fariam corar qualquer corrupto da velha política: R$ 30,5 milhões movimentados entre março de 2023 e fevereiro de 2024, com mais de 50 comunicações de operações atípicas.
O relatório aponta:
- Mais de 60% das entradas via PIX, somando quase R$ 20 milhões em um ano.
- Transferências de milhões para Michelle Bolsonaro, omitidas nos depoimentos.
- Repasses a Eduardo Bolsonaro, incluindo R$ 1,6 milhão enviados ao exterior para sua conta no banco Wells Fargo.
- Aplicações financeiras em CDB e RDB somando R$ 18 milhões.
- R$ 6,6 milhões gastos só com advogados, em tempo recorde.
- Novas movimentações em 2024 e 2025, com mais R$ 11 milhões adicionais, elevando ainda mais a cifra total.
Enquanto Lula, após oito anos como presidente, não teve uma única movimentação suspeita revelada após devassas completas, Bolsonaro, em apenas quatro anos de governo e dois fora dele, exibe cifras astronômicas sem explicação plausível.
Linha do Tempo: de Atibaia a R$ 30 milhões
- 2016 – Operação Aletheia: Lula é conduzido coercitivamente, a Lava Jato apreende até o tablet de seu neto.
- 2017 – Sergio Moro condena Lula no caso do triplex do Guarujá.
- 2018 – Lula é preso em Curitiba.
- 2019 – STF decide que delações não podem ser usadas sem provas; Lava Jato perde força.
- 2021 – STF anula as condenações: reconhece a incompetência da 13ª Vara de Curitiba e a parcialidade de Moro. Lula recupera seus direitos políticos.
- 2022 – Lula é eleito presidente pela terceira vez.
- 2023–2024 – Coaf registra R$ 30,5 milhões em movimentações atípicas nas contas de Bolsonaro.
- 2024–2025 – Novos relatórios ampliam a cifra: mais R$ 11 milhões movimentados, com repasses a Michelle e Eduardo.
- 2025 – Polícia Federal reforça os indícios: operações financeiras de Bolsonaro, Michelle e Eduardo levantam suspeitas de lavagem de dinheiro.
Conclusão
A diferença é brutal: Lula foi acusado com base em delações e convicções, sem provas materiais, por um sítio e um triplex que nunca foram dele. Bolsonaro aparece em relatórios oficiais com milhões e milhões em movimentações atípicas. Se Lula foi chamado de “ladrão” e “presidiário” por uma farsa, Bolsonaro já carrega provas documentais que o transformam em corrupto, ladrão e presidiário em potencial.

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