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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Ataque misógino contra a reitora vira vergonha na Assembleia

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

No dia 12 de agosto, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou uma moção de repúdio contra a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Aparecida Souza e Silva. A iniciativa partiu do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), político de extrema direita que ganhou notoriedade nacional em 2023 ao comparar mulheres a vacas. A proposta foi aprovada pela maioria, restando apenas dois votos contrários: os deputados Lúdio Cabral (PT) e Edna Sampaio (PT), que se recusaram a compactuar com esse vexame.

A cumplicidade da maioria

É importante dizer: não foi só Cattani que deu esse vexame. Todos os deputados que votaram a favor da moção também assumiram para si o papel de cúmplices de uma medida patética, nascida da mente de um ignorante que chegou ao poder surfando na onda bolsonarista, fazendo videozinho para as redes sociais atacando o PT e o presidente Lula. Ao aprovarem essa moção, esses parlamentares carimbaram apoio explícito ao extremismo, à misoginia e ao desprezo por uma das instituições mais importantes de Mato Grosso.

A força da UFMT

A UFMT completa 50 anos com um legado que dispensa apresentações. Desde 1970, já formou mais de 40 mil profissionais, e hoje esse número deve ultrapassar os 50 mil. São médicos que atendem em todo o estado, professores que formam gerações, advogados, engenheiros, pesquisadores e lideranças políticas que ocupam cargos em prefeituras, no parlamento e até no Senado.

Sem a UFMT, Mato Grosso não seria o mesmo. Cada diploma entregue pela universidade representa transformação social e oportunidade para milhares de famílias.

O ataque de quem nada construiu

Cattani, por outro lado, não tem legado de projetos que transformem a vida do povo. Seu histórico é de frases escrotas e atitudes que envergonham o estado. Atacar a reitora não é apenas uma afronta a ela, mas um desrespeito a toda a comunidade acadêmica e às famílias que tiveram na UFMT sua porta de entrada para a cidadania.

E em 2026, ano eleitoral, fica a pergunta: será que as mulheres que ele chamou de “vacas” vão aceitar esse tipo de macho escroto como representante? Ou será que vão responder no voto, mostrando que respeito não se pede, se conquista?

Uma intimidação fracassada

O gesto de Cattani não passa de tentativa de intimidar uma mulher que ocupa cargo de liderança e a universidade que ela representa. Mas intimidar a UFMT é inútil. Não há moção que apague meio século de ensino, pesquisa, extensão e transformação social.

A escolha do povo

Enquanto a UFMT segue firme, formando profissionais que constroem Mato Grosso, Gilberto Cattani e seus aliados ficarão lembrados como os deputados do ódio e do preconceito. Em 2026, caberá ao eleitor decidir: ficar ao lado de quem defende a educação ou de quem tenta destruir reputações para se manter à custa da ignorância.


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