
Da “ditadura sonhada” ao vitimismo: família Bolsonaro tropeça nas próprias contradições
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
No dia 20 de agosto de 2025, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e escancarou a tentativa frustrada de transformar um país inteiro em refém da vontade de uma família.
Entre as provas, a PF encontrou no celular de Bolsonaro um documento de 33 páginas endereçado a Javier Milei, presidente da Argentina, pedindo asilo político. O homem que dizia ser “mito”, que esbravejava contra os direitos humanos, agora buscava justamente a proteção de um direito humano fundamental: o de não ser perseguido. Curioso, não? Quem não deve não teme. Quem não deve encara a Justiça de cabeça erguida, como Lula fez. Lula não fugiu. Mas Bolsonaro quis.
A contradição é a marca registrada do bolsonarismo. Até poucos dias, os seguidores dessa seita política bradavam nas portas dos quartéis pedindo ditadura, clamando pelo fim das liberdades, sonhando com tanques na rua. Hoje, quando a Justiça os alcança, dizem viver em uma “ditadura”. Ora, se ditadura era ruim, por que pediram uma? O que existe hoje no Brasil é democracia. Democracia de verdade: a mesma que garante a Bolsonaro e seus filhos a liberdade de falar asneiras, de se vitimizar e de tentar enganar seus fiéis seguidores.
A ironia é que aqueles que chamavam direitos humanos de “esterco da humanidade” agora se escondem atrás desse mesmo princípio para justificar pedidos de asilo e narrativas de perseguição. Talvez seja a hora dos bolsonaristas revisarem suas aulas de história e entenderem o que foi de fato a ditadura no Brasil e no mundo. Democracia é debate, é Justiça funcionando, é liberdade de expressão — não liberdade para oprimir e destruir.
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro acusa Alexandre de Moraes de vingança, e Eduardo tenta terceirizar responsabilidades nos EUA, mencionando até Donald Trump. O que não muda o fato: o clã Bolsonaro está sendo responsabilizado. E a democracia, que eles tanto desprezaram, é justamente quem garante que eles tenham direito a defesa. Ironia da história.

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