
Do púlpito ao silêncio forçado: pastor que dizia desafiar a Justiça descobre que bravata não é imunidade
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O pastor Silas Malafaia, conhecido por seus arroubos políticos e por dizer que “Trump vai ficar sabendo” de qualquer coisa que aconteça com ele no Brasil, finalmente esbarrou na realidade: ninguém está acima da lei. No início da noite desta quarta-feira (20), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca pessoal e apreendeu seus celulares no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, a mando do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da PET nº 14129, que investiga tentativas de obstrução de Justiça ligadas à trama golpista.
Cautelares que doem no ego
Além de perder os aparelhos, Malafaia ganhou de brinde medidas cautelares dignas de novela: está proibido de deixar o país e também de manter contato com outros investigados. Para quem se acostumou a posar de intocável, nada como ver a ficha cair com um carimbo do STF.
Do altar ao interrogatório
O pastor, que desembarcava de um voo de Lisboa, foi surpreendido pelos agentes federais. Nada de aura divina, apenas a condução até as dependências do aeroporto para prestar depoimento. O homem que dizia desafiar as instituições agora precisa explicar à Polícia Federal a sua participação no rolo da tentativa de golpe.
Moral da história
Malafaia duvidou, se achou maior que a Constituição, apelou até para Trump em suas bravatas. Mas, no fim, descobriu que aqui não tem “socorro gringo”: quem manda é a Justiça brasileira.
Ninguém está acima da lei. Nem pastor, nem político, nem “ungido”.

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