
Enquanto Mauro Mendes posa de gestor eficiente, a realidade escancara: hospitais sem profissionais, leitos bloqueados e risco de perder recursos que poderiam salvar vidas
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Na última quinta-feira (13), a secretária Executiva Adjunta de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), Kelluby Soares, admitiu em audiência com o Ministério Público Federal (MPF) que o Estado poderá ter que devolver recursos federais do Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, Exames Complementares e Consultas Especializadas (PNRF). O motivo? A incapacidade do governo Mauro Mendes de cumprir as metas, por pura falta de planejamento e valorização dos profissionais da saúde.
A situação é tão grave que 22 leitos do Hospital Regional de Sinop já foram bloqueados por falta de enfermeiros e técnicos de enfermagem. Em outras palavras: enquanto milhares de mato-grossenses aguardam por uma cirurgia, o governo bolsonarista de Mendes mostra que sua prioridade nunca foi a saúde pública, mas sim agradar o agronegócio e sustentar isenções bilionárias a setores já privilegiados.
É vergonhoso constatar que, no mesmo estado em que o governador abre mão de bilhões em impostos para o agro, faltam recursos e condições mínimas para manter leitos hospitalares funcionando. O resultado dessa política cruel é a ameaça de devolver verba federal destinada a reduzir filas e salvar vidas — um atestado de incompetência e descaso.
A população não pode ser refém de um governo que governa para poucos. O povo trabalhador, que depende do SUS, não merece ser tratado como número em planilha ou peso descartável para a elite ruralista.
Mato Grosso precisa de compromisso com a vida, e não de propaganda enganosa. O caos na saúde pública mostra que, por trás da retórica de “eficiência”, há apenas o desgoverno de um bolsonarista de carteirinha, que não hesita em sacrificar a população em nome de privilégios para os seus aliados.

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