
Governo Lula amplia destinos estratégicos para proteína animal enquanto EUA tentam sufocar exportações brasileiras
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O Brasil conseguiu um passo importante em meio à guerra comercial deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta terça-feira, 19 de agosto de 2025, os Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE) anunciaram que a Indonésia abriu seu mercado para a importação de carne bovina brasileira — incluindo cortes com osso, miúdos, produtos cárneos e preparados de carne.
Com mais de 283 milhões de habitantes e posição de 4º país mais populoso do mundo, a Indonésia é considerada estratégica para a proteína animal. O anúncio soma-se à lista de 402 mercados abertos desde o início de 2023, quando Luiz Inácio Lula da Silva voltou à Presidência, consolidando uma política de diversificação comercial para reduzir a dependência do Brasil em poucos destinos.
A resposta ao tarifaço dos EUA
A medida ocorre em meio ao tarifaço de 50% imposto pelo governo Trump contra produtos brasileiros, mantendo a carne bovina e o café fora da lista de exceções. Ou seja, dois dos setores mais simbólicos do agronegócio nacional seguem sendo punidos pelo governo norte-americano, que insiste em restringir a competitividade do Brasil no comércio internacional.
A abertura do mercado indonésio surge como resposta política e econômica: ao mesmo tempo em que amplia destinos, o Brasil fortalece os laços dentro do bloco dos BRICS, já que a Indonésia passou a integrar o grupo em janeiro deste ano.
Impactos imediatos
Somente em 2024, a Indonésia importou US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, principalmente açúcar, soja e fibras. Agora, a carne entra no cardápio das exportações. A expectativa é de crescimento exponencial, já que o país asiático vê sua classe média em expansão e uma demanda crescente por proteína animal.
Outro ponto favorável é que o Brasil possui reconhecimento internacional como livre de febre aftosa sem vacinação, o que reforça a credibilidade sanitária e amplia as chances de negociação para futuros acordos, como a exportação de gado vivo, que está em estudo pelo governo indonésio.
O agro que sempre chora, mas mama
Curiosamente, enquanto o governo Lula abre mercados, garante credibilidade sanitária e sustenta a balança comercial, parte do agronegócio brasileiro — especialmente no Mato Grosso — segue financiando aventuras golpistas, atacando a democracia e repetindo o discurso de “perseguição” contra Bolsonaro e sua turma. Mas quando os EUA, liderados por Trump, impõem tarifas que realmente prejudicam a exportação, a gritaria desaparece. Nenhum desses “patriotas” ousa enfrentar o imperialismo norte-americano.
No fim, quem garante espaço para o boi brasileiro no mundo é justamente o governo que eles tanto tentam sabotar. Ironias do destino: o agro que sempre pede “SOS Forças Armadas” e chama Lula de ditador, agora colhe os frutos da diplomacia lulista.
Perspectivas
O Brasil, que hoje concentra mais de 60% da exportação de carne na China, busca reduzir riscos com a diversificação. A Indonésia pode se transformar em um dos maiores destinos da carne brasileira na Ásia, movimentando centenas de milhões de dólares por ano.
No curto prazo, será necessário ampliar frigoríficos habilitados, reforçar a certificação Halal e expandir a logística marítima. Mas o recado já foi dado: enquanto Trump joga pesado para tentar sufocar o Brasil, Lula responde com mais mercados, mais diplomacia e mais oportunidades para a economia nacional.

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