
A família Bolsonaro e a conta da impunidade: chegou a hora do ajuste de contas
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O ex-capitão que passou anos se escondendo atrás da retórica golpista, das fake news e dos conchavos com empresários e políticos do submundo, finalmente verá a Justiça bater à sua porta no próximo 2 de setembro de 2025. A ironia do destino é que Jair Bolsonaro, que tanto falava em “jogar dentro das quatro linhas da Constituição”, será lembrado para sempre como o presidente que acabou enquadrado — só que nas quatro linhas de concreto e grades da Papuda.
Enquanto o povo brasileiro foi jogado na fila do osso, abandonado na pandemia e enganado por promessas vazias, a família Bolsonaro transformou o país em uma máquina de rachadinhas, cartões corporativos milionários, mansões incompatíveis com a renda, interferência criminosa na Polícia Federal, ataques às urnas eletrônicas e, claro, a cereja do bolo: a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
Bolsonaro será julgado por corrupção, lavagem de dinheiro, associação criminosa, prevaricação, tentativa de golpe e incitação ao caos. Não falta crime na lista — é praticamente um “combo completo da malandragem”, daqueles que fariam inveja a qualquer organização criminosa. A diferença é que, no caso dele, os comparsas atendem pelo singelo título de “família”: filhos metidos até o pescoço em rachadinhas, amigos íntimos com apelidos de miliciano e a primeira-dama que sumiu com joias milionárias da União.
Mas não foi só Bolsonaro e sua prole que tentaram sequestrar o Brasil. Atrás dele havia uma poderosa engrenagem de financiadores do caos. Boa parte do dinheiro que bancou os ônibus, os acampamentos golpistas e a destruição em Brasília saiu de fazendas milionárias, de latifúndios do agronegócio brasileiro, em especial do norte do Mato Grosso. A vergonha é dupla: além de desrespeitar a democracia, esses “heróis da pátria” já vivem abarrotados de isenções fiscais, perdão de dívidas e mamatas bancadas com dinheiro público. Mas, claro, na hora de financiar atos contra a democracia, estavam todos prontos, com o bolso cheio e a consciência vazia.
E é nesse ponto que a hipocrisia chega ao auge. Agora, diante da Justiça, os bolsonaristas gritam “perseguição” e “ditadura”. Ditadura? Ora, ditadura era exatamente o que eles pediam nas portas dos quartéis, com cartazes de “SOS FFAA” e súplicas infantis por um golpe militar que recolocasse Bolsonaro no poder à força. Ditadura era o sonho explícito dessa gente que não sabe o que é perder eleição, que não respeita a soberania do voto popular e que transformou a falta de aulas de História em plataforma política.
O 8 de janeiro foi só o ápice, mas a lista de crimes dessa turba é extensa: ataques a prédios públicos, destruição do Congresso, do STF e do Palácio do Planalto, depredação da sede da Polícia Federal, tentativa de explosão de caminhão com bomba na véspera de Natal em Brasília e ameaças sistemáticas contra autoridades. E tudo isso embalado no discurso vazio de “povo ordeiro, pátria, Deus e família”. Povo ordeiro? A mesma turma que quebrou vidraças, destruiu patrimônio histórico e tentou derrubar a democracia a chutes e pedradas?
O fato é que, no próximo dia 2 de setembro, Bolsonaro não estará sozinho diante do banco dos réus. Ele carrega consigo o peso de uma legião de cúmplices, financiadores e seguidores que confundiram patriotismo com vandalismo, democracia com ditadura e liberdade com impunidade. Muitos ainda serão condenados. A conta será alta, mas necessária para que nunca mais se repita o vexame que o Brasil viveu.
E se tem uma coisa que os brasileiros podem preparar, é a picanha com aquela cervejinha gelada. Não para comemorar vingança, mas sim para celebrar a vitória da democracia sobre a farsa, a verdade sobre a mentira, e a Justiça sobre a impunidade. Afinal, como já está estampado por aí: a verdade venceu.

Deixe um comentário