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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Enquanto bolsonaristas se fazem de guardiões da “liberdade de expressão” para defender plataformas bilionárias e influenciadores digitais que lucram com a exposição da infância, a dura realidade é que crianças e adolescentes brasileiros estão cada vez mais vulneráveis na internet. Os dados são alarmantes e não deixam espaço para enrolação: é preciso agir agora.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

📊 O problema escancarado

  • 1 em cada 3 usuários de internet no Brasil são crianças e adolescentes.
  • 95% de quem tem entre 9 e 17 anos já usa celular, passando em média 9 horas por dia conectado.
  • 44% dos meninos e 52% das meninas se consideram viciados em celular.
  • Em 2023, a exploração sexual online de crianças e adolescentes cresceu 77%.

Não é exagero: estamos diante de uma geração que vive quase integralmente no ambiente digital, mas sem garantias mínimas de segurança.

⚠️ O alerta do vídeo do Felca
O vídeo do influenciador Felca, que viralizou recentemente, mostrou de forma contundente aquilo que muitos preferem ignorar: crianças e adolescentes estão sendo adultizadas e exploradas sexualmente na internet, e as plataformas seguem lucrando sem oferecer a devida proteção.

📌 A solução existe: o PL 2628/2022
O Projeto de Lei 2628/2022, já aprovado no Senado, foi construído com contribuições de diferentes setores e é hoje o texto mais completo para enfrentar esse cenário. Ele propõe mudanças estruturais para garantir a proteção da infância no ambiente digital. Entre as principais medidas:

  1. Serviços inadequados ou proibidos para menores deverão adotar mecanismos eficazes para impedir o acesso de crianças e adolescentes.
  2. Pais deverão ser informados sobre riscos e medidas de segurança dos produtos, tendo condições reais de prevenir o uso inadequado pelos filhos.
  3. Ficará proibido o perfilamento e a análise emocional de crianças e adolescentes para direcionamento de publicidade.
  4. Será criada uma série de obrigações para jogos eletrônicos, garantindo que não reproduzam características de jogos de azar e apostas.
  5. Plataformas terão de relatar conteúdos de abuso sexual, disponibilizar sistemas de denúncia acessíveis e remover publicações denunciadas.
  6. Todos os serviços digitais deverão garantir por padrão a proteção de crianças e adolescentes.
  7. As plataformas terão de adotar medidas para que menores não tenham acesso a conteúdos danosos.

🚨 A ponta do iceberg
Mesmo com esses avanços, ainda há muito a enfrentar. Crianças estão expostas diariamente à pornografia, à violência e a abusos em redes sociais, e o Brasil tem permitido que isso aconteça. A falta de regulação transforma a internet em um terreno fértil para exploração, enquanto parlamentares bolsonaristas insistem em travar o debate com a desculpa esfarrapada de que tudo se trata de “censura”.

👊 O Brasil não pode esperar
O PL 2628/2022 deve ser votado nesta semana na Câmara dos Deputados. A aprovação é urgente e necessária. Quem se opõe ao projeto não está defendendo liberdade, está defendendo lucro fácil e a exploração da infância brasileira.

Cabe à sociedade pressionar e cobrar: proteger nossas crianças não é pauta de esquerda ou direita, é questão de dignidade, humanidade e responsabilidade coletiva.


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