
Quando a tal ‘gestão eficiente’ da extrema direita é posta à prova, o resultado é sempre o mesmo: contrato gordo, sem licitação e agora barrado pela Justiça
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso deu mais um tapa na cara do discurso bolsonarista de “eficiência na gestão pública”. O desembargador Jones Gattass Dias indeferiu o pedido de efeito suspensivo e manteve suspenso o contrato de R$ 191.904,00, firmado entre a Câmara de Tabaporã e o escritório Borda & Moura Sociedade de Advogados, feito sem licitação.
O Ministério Público apontou que o contrato, celebrado por inexigibilidade de licitação, não tinha nada de singular e nem exigia notória especialização. Em outras palavras: era um contrato comum, para serviços que poderiam ser realizados pelo próprio procurador da Câmara. Mas, no estilo bolsonarista de gestão, sempre aparece espaço para um contrato milionário bancado com dinheiro público.
Não é exatamente isso que caracteriza o bolsonarismo? 🤷♂️ Enquanto atacam governos populares com a ladainha do “gasto demais”, vivem tentando justificar jeitinhos para contratos sem concorrência, sem transparência e sem moralidade. A tal “nova política” virou só velha maracutaia, embalada em discurso moralista.
O relator lembrou que o STF já estabeleceu critérios claros: contratação direta só se houver notória especialização e serviço singular. Nada disso apareceu no processo. Pelo contrário, os indícios de improbidade administrativa são tão fortes que a ação civil pública investiga fraude no contrato.
Manter o contrato, disse o desembargador, seria abrir caminho para prejuízo ao erário e dificultar o ressarcimento futuro. Traduzindo: deixar esse contrato seguir adiante seria jogar quase R$ 200 mil pelo ralo.
No fim, a Câmara ainda tentou justificar o contrato dizendo que seu único advogado efetivo estaria sobrecarregado. Mas a Justiça foi clara: se há necessidade, que se abra processo licitatório regular, transparente e dentro da lei.
Assim, o contrato segue suspenso. Mais uma amostra da gestão bolsonarista: moralismo no palanque, contratos suspeitos nos bastidores.
Número do processo: 1026609-49.2025.8.11.0000
👉 E o prefeito Carlão Borchardt (PL) segue a mesma cartilha: enquanto posa como defensor da moralidade e da “boa gestão”, é acusado de empurrar contratos sem licitação que beiram meio milhão de reais, inclusive para serviços de interesse pessoal. Esse é o modus operandi bolsonarista no Executivo e no Legislativo — atacar programas sociais de um lado e, do outro, enterrar dinheiro público em contratos suspeitos e favorecimentos.

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