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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Enquanto a carne bovina atinge R$ 150/kg, o povo americano paga a conta da arrogância, das tarifas insanas e das bravatas do laranjão

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Os Estados Unidos acabam de viver um marco histórico – e não é motivo de orgulho: a carne bovina atingiu, pela primeira vez, o valor de quase R$ 150 o quilo (US$ 11,87 a libra), transformando o tradicional churrasco americano em artigo de luxo. O aumento de 3,3% em apenas um mês e de 9% em seis meses não veio por acaso: é fruto de uma combinação explosiva entre mudanças climáticas, restrições ao México e o tarifaço contra o Brasil, tudo embalado pela lógica protecionista que ganhou força na era Trump e segue deixando sequelas.

A chamada “tempestade perfeita” da economia bovina expõe como políticas populistas e xenófobas resultam em tragédia econômica. Trump, que se vendia como defensor do “povo trabalhador”, preferiu alimentar o discurso de guerra comercial contra vizinhos e parceiros estratégicos. Resultado? Hoje, o povo americano vê seu churrasco custar mais caro que joia de grife, enquanto pecuaristas brasileiros seguem engordando boi para exportar a outros mercados.

Vale lembrar que no Brasil, durante o desgoverno Bolsonaro, a cena era ainda mais cruel: em Cuiabá e em tantas cidades do país, famílias pobres formavam filas humilhantes para conseguir um pedaço de osso. Era o retrato de duas políticas gêmeas — o trumpismo e o bolsonarismo — que, apesar de venderem um discurso de defesa da “nação”, só garantiam fartura para ricos e desespero para os trabalhadores.

Na prática, o trumpismo deixou um legado amargo: tarifas que encarecem produtos, barreiras sanitárias usadas como arma política e uma incapacidade crônica de lidar com os efeitos da crise climática. Agora, a classe média norte-americana – que Trump dizia proteger – descobre que o preço da carne virou símbolo de um modelo falido.

O cenário serve de alerta: o “America First” pode até render aplausos em comícios lotados de chapéus vermelhos, mas na mesa do consumidor ele se traduz em menos carne, menos acesso e mais desigualdade. O laranjão prometeu banquetes patrióticos, mas entregou um churrasco que só bilionário pode pagar.


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