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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Ex-diretor da PRF é condenado por usar a corporação como comitê de campanha de Bolsonaro e leva multa de meio milhão

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O bolsonarismo já provou ser um vírus capaz de contaminar até instituições que deveriam zelar pela lei. O caso de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), é mais uma prova: ele foi condenado por usar a estrutura, os símbolos e a visibilidade da PRF para turbinar a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

Enquanto vestia a farda e carregava o brasão da República, Vasques se transformava em cabo eleitoral de luxo — participando de entrevistas, eventos e fazendo publicações nas redes sociais com a sutileza de um trio elétrico no meio da Esplanada. Agora, a conta chegou: multa de mais de R$ 500 mil (equivalente a 24 salários da época) e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais pelos próximos quatro anos.

A Justiça deixou claro que a PRF não é palanque, e a neutralidade administrativa não é opcional. Mas, no mundo paralelo do bolsonarismo, confundir Estado com campanha parece ser sintoma crônico. Não à toa, Vasques também é investigado por operações que dificultaram o deslocamento de eleitores no segundo turno, especialmente em regiões favoráveis a Lula, levantando suspeitas de tentativa de manipular o resultado.

O episódio entra para o histórico de como a mistura entre fanatismo político e poder institucional é explosiva — e de como, aos poucos, os que embarcaram nessa “doença” estão começando a pagar a conta.


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