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De volta à liderança em saúde pública, presidente inaugura estrutura bilionária que põe fim à dependência externa de remédios vitais — e deixa para trás anos de abandono e promessas vazias.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O Brasil deu um passo histórico rumo à autossuficiência na produção de medicamentos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, em Goiana (PE), a nova fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), fruto de um investimento federal de R$ 1,9 bilhão.

A estrutura, que ocupa 25 hectares e conta com 48 mil m² de área construída, será responsável por transformar plasma humano em medicamentos de alto custo e essenciais, como albumina, imunoglobulina e os fatores de coagulação VIII e IX. Esses produtos são indispensáveis para o tratamento de hemofilias, doenças raras, queimaduras graves, pacientes em UTI e procedimentos cirúrgicos complexos.

O complexo industrial é composto por blocos de alta tecnologia:

  • B02: fracionamento do plasma;
  • B03: envase asséptico e liofilização;
  • B07: já em operação com o Projeto Buriti, que produz o Hemo-8R (Fator VIII recombinante).

Com capacidade para processar até 500 mil litros de plasma por ano, a unidade tem previsão de iniciar a produção plena em 2026, após a fase de qualificação e certificação sanitária. A expectativa é fabricar seis tipos de hemoderivados em até quatro anos, reduzindo drasticamente a dependência do Brasil de importações e garantindo economia aos cofres públicos.

Durante a cerimônia, Lula destacou que a obra é mais do que um investimento: é uma política de Estado voltada à soberania nacional. “A Hemobrás é um patrimônio do povo brasileiro. Pernambuco precisava de uma chance e o Brasil precisava de independência na produção desses medicamentos”, afirmou o presidente, reforçando o compromisso com a descentralização industrial e a geração de empregos no Nordeste.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a fábrica é uma resposta concreta às necessidades do SUS e representa um salto tecnológico no país. “Estamos construindo capacidade interna, salvando vidas e fortalecendo a saúde pública”, declarou.

Com a nova unidade, o Brasil se posiciona como protagonista na produção de hemoderivados, quebrando um ciclo de vulnerabilidade que deixava pacientes reféns de fornecedores estrangeiros. É a prova de que, quando o Estado investe com visão estratégica, o resultado é mais desenvolvimento, mais empregos e mais vida para a população.


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