
Marcelo Lima (Podemos) é afastado por um ano após a PF encontrar fortuna em dinheiro vivo com operador do suposto esquema; até vereadores entraram no pacote da Operação Estafeta
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A casa caiu para Marcelo Lima (Podemos), prefeito de São Bernardo do Campo, que foi afastado do cargo por um ano após decisão judicial decorrente da Operação Estafeta, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa que teriam movimentado cifras milionárias às custas dos cofres públicos.
O estopim foi a apreensão de nada menos que R$ 14 milhões em dinheiro vivo com um servidor público apontado como operador financeiro do esquema. A PF investiga se o montante faz parte de um sistema de coleta e repasse de propinas envolvendo agentes políticos e empresários da região.
Além de perder temporariamente o comando da prefeitura, Lima terá de usar tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar qualquer dependência do Executivo municipal. No seu lugar, assume a vice-prefeita Jessica Cormick (Avante), que herda uma administração sob forte desgaste político e moral.
A investigação também mira outros nomes do cenário político local, incluindo dois vereadores. O caso promete abalar as estruturas do ABC paulista, tradicional reduto de peso na política nacional, e acender o alerta sobre como esquemas de corrupção continuam se infiltrando nas gestões municipais, independentemente de partido ou ideologia.
Enquanto isso, a população — que já enfrenta problemas de infraestrutura, saúde e transporte — assiste a mais um capítulo de um roteiro conhecido: políticos afastados, investigações em curso e a esperança de que, desta vez, a justiça seja célere e implacável.


Deixe um comentário