
Para os bolsonaristas, defender influenciadores e algoritmos é mais urgente que proteger crianças — afinal, o dinheiro do engajamento não tem idade mínima.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Enquanto casos de exploração digital infantil se multiplicam, o Projeto de Lei 2628/2022 — já aprovado no Senado — está parado na Câmara graças à obstrução da bancada bolsonarista e aliados. A proposta estabelece limites para a exposição de crianças nas redes sociais, buscando proteger menores de idade contra a “adultização” precoce e a exploração comercial.
Mas, para quem grita “censura” ao menor sinal de regulação, a prioridade não é a proteção da infância, e sim a defesa de influenciadores e plataformas que faturam alto com o engajamento infantil. O lobby do lucro se sobrepõe à proteção da criança, e a narrativa da “liberdade de expressão” serve de escudo para um mercado que, sem regras, é terreno fértil para predadores sexuais e para a exploração de menores.
Os parlamentares contrários à proposta têm usado de desinformação, ataques e encenações teatrais no plenário e nas redes para travar o avanço do projeto. Entre os argumentos, repetem a falácia de que a lei “criminalizaria famílias” ou “proibiria registros da infância”, distorcendo o conteúdo real do texto, que apenas define limites para exploração comercial e exposição abusiva.
O recado é cristalino: a defesa incondicional de influenciadores milionários e algoritmos sedentos por cliques vale mais que a segurança das crianças brasileiras. Em vez de enfrentar um mercado que atrai e alimenta público pedófilo, preferem manter a farra digital sem fiscalização. E, no país onde o lucro fala mais alto que o cuidado, a infância segue em segundo plano.

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