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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Para o desespero dos bolsonaristas, “o terror do cercadinho” seguirá firme no comando ao lado de Fachin, garantindo noites mal dormidas no QG da desinformação

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta quarta-feira (13) sua nova cúpula para o biênio 2025–2027. O ministro Edson Fachin foi eleito presidente da Corte, tendo como vice o ministro Alexandre de Moraes. A posse está marcada para 29 de setembro, quando termina o mandato do atual presidente, Luís Roberto Barroso.

A escolha seguiu a tradição interna: a presidência é ocupada, de forma alternada, pelo ministro mais antigo que ainda não exerceu o cargo. Embora simbólica, a votação é realizada eletronicamente e em sigilo. Fachin recebeu 10 dos 11 votos possíveis (cada ministro não vota em si próprio), o mesmo número obtido por Moraes para a vice-presidência.

Edson Fachin: perfil e desafios

Natural de Rondinha (RS), doutor em Direito Civil e professor titular da Universidade Federal do Paraná, Fachin foi indicado ao STF em 2015 pela então presidenta Dilma Rousseff. Com atuação marcada pela defesa das instituições e do Estado de Direito, ele também presidirá o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o que amplia seu papel na coordenação do sistema judiciário brasileiro.

Em seu discurso após a eleição, Fachin afirmou assumir o cargo com “sentido de missão” e compromisso com a colegialidade, o diálogo e a pluralidade. Comparou a presidência a uma “corrida de revezamento”, em que recebe o bastão das mãos de Barroso, prometendo conduzir a Corte com serenidade e firmeza.

Alexandre de Moraes: continuidade e protagonismo

Indicado ao STF em 2017 pelo então presidente Michel Temer, Moraes já ocupou o Ministério da Justiça e foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao lado de Fachin, formou uma dupla que já dividiu responsabilidades no TSE durante períodos críticos para a democracia brasileira.

Como vice, Moraes manterá papel de destaque nas decisões de repercussão nacional, especialmente na condução de inquéritos e julgamentos ligados à defesa das instituições e ao combate a ataques ao regime democrático. E a sua presença no comando certamente continuará sendo motivo de calafrios para aqueles que vivem de espalhar fake news e atacar a democracia.

Contexto político e institucional

A nova composição do comando do STF assume em um momento sensível. O próximo biênio abrangerá as eleições presidenciais de 2026 e exigirá da Corte equilíbrio entre a garantia dos direitos fundamentais e a atuação diante de crises políticas e ataques à democracia.

O presidente que deixa o cargo, Luís Roberto Barroso, foi elogiado por Fachin e demais colegas pela condução firme em momentos de tensão. Barroso classificou a transição como “dura, mas boa”, reforçando a importância da alternância no comando da mais alta instância do Judiciário.

O que esperar do novo biênio

A liderança de Fachin tende a ser mais discreta e institucional, contrastando com o perfil mais midiático de Barroso. Seu desafio será manter a harmonia interna, proteger a independência da Corte e preservar a credibilidade do STF diante de pressões políticas — internas e externas.

Ao mesmo tempo, a presença de Moraes na vice-presidência assegura continuidade em pautas ligadas à segurança democrática e ao enfrentamento de ameaças às instituições. O cenário que se desenha é de um STF unido em torno da defesa da Constituição, mas atento às turbulências que podem surgir no horizonte político do país.


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