
De desculpa esfarrapada em desculpa esfarrapada, bolsonarismo já merece seu próprio programa de saúde mental
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
E a criatividade do bolsonarismo não tem limites. Depois do show tragicômico na semana passada, quando um deputado federal tentou barrar seu afastamento da Câmara alegando, em rede nacional, que tinha autismo e não conseguia entender o que o presidente da sessão dizia, agora é a vez de Carla Zambelli inovar na linha “meu cérebro, minhas regras”.
Presidente do fã-clube das fake news armadas, a ex-deputada, condenada a 10 anos de prisão por mandar o hacker Walter Delgatti invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça e inserir um mandado falso contra Alexandre de Moraes, está presa em Roma desde 29 de julho. À espera da decisão sobre sua extradição para o Brasil, seu advogado, Fabio Pagnozzi, já anunciou que vai alegar à justiça italiana que a cliente sofre de “diversas disfunções psicológicas” para tentar arrancá-la da prisão.
É o bolsonarismo transformando o Código Penal num roteiro de humor involuntário. Ao invés de aumentar o programa Minha Casa Minha Vida, parece que vamos precisar criar o “Meu CAPs Minha Vida”, porque a quantidade de bolsonarista alegando problemas mentais para escapar de responsabilidade está virando epidemia. E claro, sempre com aquele ingrediente especial: o desprezo pela lei e pela inteligência do povo brasileiro.
Enquanto isso, o cidadão comum, que enfrenta fila de hospital e pega ônibus lotado, vê a “elite patriota” usando o passaporte da hipocrisia para tentar escapar da justiça. A pergunta que fica é: será que o próximo passo vai ser alegar “disfunção moral crônica” como atenuante?

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