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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Com o prazo final para entregar as alegações no STF, bolsonaristas já podem separar a barraca e o megafone.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O dia 13 de agosto de 2025 pode entrar para a história como o último suspiro jurídico de Jair Bolsonaro antes da sentença que pode levá-lo da varanda de casa diretamente para uma cela. Hoje é o prazo final para a defesa dele e de outros sete réus no caso da tentativa de golpe de Estado apresentarem as alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Após a entrega desses documentos, o relator Alexandre de Moraes fará seu relatório e voto, e o caso segue para julgamento na Primeira Turma do STF, presidida por Cristiano Zanin. A expectativa é de que o julgamento ocorra já em setembro.

Atualmente em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por descumprimento de medidas cautelares, Bolsonaro vive um reality show jurídico: cada movimento é acompanhado de perto por aliados e detratores. Para os fãs mais fiéis, a possível ida do “capitão” para trás das grades é motivo para organizar acampamentos improvisados na porta da prisão, com direito a coro matinal de “bom dia, mito”, vespertino de “boa tarde, mito” e, claro, a tradicional saudação “boa noite, mito” antes do apagar das luzes.

Mas a cena é trágico-cômica: aqueles que um dia defenderam o “bandido bom é bandido morto” agora afinam o violão para cantar para um condenado em potencial. É o Brasil virando o país do duplo padrão moral — e o bolsonarismo, como sempre, servindo como o maior estudo de caso de hipocrisia coletiva.

Se confirmada a condenação definitiva, Bolsonaro trocará o conforto da sua casa pela rotina regrada de uma penitenciária. A diferença é que, desta vez, o “cercadinho” será formado por grades de ferro e não por apoiadores delirantes. O país, que já viu o bolsonarismo acampar em frente a quartéis e rodovias, talvez agora assista ao espetáculo de caravanas rumo à porta da cadeia, vendendo camisetas “Lula Livre” riscado e substituído por “Bolsonaro Livre” — porque coerência nunca foi o forte dessa turma.

A contagem regressiva está no relógio. E, se o “mito” acabar mesmo indo para a prisão, só resta saber se os fãs mais radicais vão levar a cafeteira para fazer o cafezinho do “bom dia, mito” ou se vão preferir uma vaquinha online para comprar TV a cabo para a cela presidencial. Afinal, até para sofrer, o bolsonarismo gosta de fazer espetáculo.


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