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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Decisão judicial? Para Paulo Veronese é só “detalhe” quando o dinheiro público está em jogo

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Enquanto os bolsonaristas adoram posar de guardiões da moral e dos bons costumes, o prefeito de Juína, Paulo Augusto Veronese (União), mostra na prática como essa “moralidade” funciona: ignorando decisão judicial e torrando dinheiro público em contratos desnecessários.

Segundo denúncia do Ministério Público do Estado, assinada pelo promotor Dannilo Preti Vieira no último dia 5, o prefeito já havia sido impedido pela Justiça, em março de 2025, de contratar o escritório Libra Serviços Corporativos por R$ 144 mil. O juiz da 1ª Vara de Juína, Patrick Coelho Campos Gappo, deixou claro que a prefeitura possui uma procuradoria municipal justamente para prestar assessoria jurídica — ou seja, não há motivo para gastar a mais com advogado particular.

Mas a cartilha do “manda quem pode, obedece quem tem juízo” falou mais alto. Em abril, apenas um mês depois, a prefeitura repetiu a dose: contratou o escritório Schneider e Munhoz Advogados, agora por R$ 180 mil, via dispensa de licitação, para fazer exatamente o mesmo serviço. E o mais “eficiente” nessa gestão é que o contrato prevê pagamento mesmo que não haja processo algum para ser tocado. É a assessoria jurídica versão “receber sem trabalhar” — um clássico do jeitinho bolsonarista.

O promotor foi direto: não há comprovação de necessidade para a contratação. Ou seja, o Município vai bancar R$ 180 mil para um escritório de advocacia, independentemente de haver demanda. E enquanto isso, a procuradoria municipal, com procuradores concursados e aptos, segue como figurante nessa novela.

E parece que essa moda está pegando: em Tabaporã, a prefeitura também anda se enrolando com contratações suspeitas de escritórios de advocacia. Será que agora o novo “hit” das prefeituras alinhadas ao bolsonarismo é criar esquemas milionários com advogados, mesmo tendo procuradores concursados?

Mais um capítulo da série “Como ignorar a Justiça e continuar dizendo que defende o povo”. Quem perde, como sempre, é o contribuinte, que paga para ver o prefeito brincar de gestor responsável, mas atuar como se a lei fosse apenas um obstáculo inconveniente.


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