
De selfie na Praça dos Três Poderes a foto 3×4 na ficha criminal — o turismo golpista chegou ao fim
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, entre junho e agosto deste ano, o julgamento de mais 119 pessoas envolvidas nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Os julgamentos ocorreram em sessões virtuais do Plenário e da Primeira Turma, realizadas nos dias 6, 14, 24 e 30 de junho, e em 5 de agosto.
Entre os condenados, 41 tiveram participação direta na invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e da própria sede do STF, na Praça dos Três Poderes, ou atuaram como financiadores e organizadores logísticos, incluindo o custeio de ônibus e a manutenção dos acampamentos ilegais. As penas para este grupo foram mais severas: 20 pessoas receberam 14 anos de prisão, 10 foram condenadas a 17 anos, oito a 13 anos e 6 meses, duas a 13 anos e 8 meses, e uma pessoa a 12 anos de prisão.
Os outros 78 condenados cometeram crimes de menor gravidade. Desses, 70 receberam pena de um ano de detenção, substituída por restrições de direitos, como prestação de serviços à comunidade. Já os oito que descumpriram medidas cautelares — como uso de tornozeleira eletrônica ou comparecimento periódico à Justiça — foram sentenciados a dois anos e cinco meses de prisão.
Todos os réus, independentemente da pena, perderam o benefício da primariedade e deverão pagar indenizações à União. Em alguns casos, foi determinada ainda multa equivalente a dez salários mínimos, especialmente para aqueles que incitaram crimes e rejeitaram acordos de não persecução penal.
O relator, ministro Alexandre de Moraes, destacou em seu voto que as ações de 8 de janeiro foram fruto de um esforço coordenado para tentar derrubar o governo democraticamente eleito, atacando diretamente a Constituição e as instituições. Com estas condenações, o STF reforça que não haverá anistia ou esquecimento para ataques à democracia.

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