
Lista da vergonha expõe a tropa bolsonarista que travou o Congresso com gritos, empurrões e até criança usada como “escudo” em pleno motim
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O espetáculo grotesco dos dias 5 e 6 de agosto na Câmara dos Deputados poderia muito bem concorrer a um prêmio de “melhor roteiro de barraco político”. Com direito a gritaria, empurra-empurra, cadeiras tomadas à força e até criança usada como escudo humano, a tropa bolsonarista mostrou ao Brasil que sabe, sim, tumultuar o Parlamento — e tudo isso em nome da “democracia” que eles fingem defender.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não perdeu tempo: encaminhou à Corregedoria pedidos de afastamento por até seis meses contra 14 deputados da oposição — quase todos fiéis escudeiros de Jair Bolsonaro — e uma deputada governista.
Segundo a denúncia, parlamentares do PL e do Novo “tomaram de assalto” a Mesa Diretora, impediram a retomada dos trabalhos e protagonizaram cenas dignas de novela ruim. Marcos Pollon (PL-MS) se acomodou na cadeira da presidência como se tivesse comprado na OLX; Zé Trovão (PL-SC) bloqueou fisicamente a volta de Motta; e Júlia Zanatta (PL-SC) caprichou na pose de mártir, usando a própria filha como “escudo” para tentar virar vítima.
Paulo Bilynskyj (PL-SP) foi além e acabou acusado de agredir o jornalista Guga Noblat, além de travar a Comissão de Direitos Humanos — porque, claro, nada mais “cristão” do que impedir que direitos sejam debatidos. Já Marcel van Hattem (Novo-RS) resolveu experimentar o gostinho do poder, sentando-se na cadeira da presidência.
A lista da vergonha segue com Sóstentes Cavalcante (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Zucco (PL-RS), Allan Garcês (PL-TO), Caroline de Toni (PL-SC), Marco Feliciano (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), Domingos Sávio (PL-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ). Uma verdadeira tropa de choque contra o bom senso.
A única governista citada é Camila Jara (PT-MS), acusada de empurrar Nikolas Ferreira — ato que, convenhamos, não deve ter chocado muita gente.
As imagens serão analisadas pela Corregedoria e, depois, os processos seguem para o Conselho de Ética. Até lá, o episódio deixa registrado que, para certos “patriotas”, quando o voto não dá o resultado esperado, a solução é simples: transformar o Congresso num palanque de comício golpista.

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