
Abílio Brunini mostra que na sua gestão nem a vice tem prioridade na fila
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Na Cuiabá bolsonarista de Abílio Brunini, o trânsito que realmente importa não é o das ruas, mas o dos favores políticos — e, pelo visto, também o das portas que se fecham na cara da própria vice-prefeita.
Tudo começou na sexta-feira (8), quando a coronel Vânia Garcia Rosa, vice-prefeita de Cuiabá, foi exonerada do comando da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) após bater de frente com vereadores da base aliada. O “crime” dela? Não atender pedidos políticos — aquele tipo de “pedido” que, traduzido do cuiabanês, significa liberar favores, cargos e soluções mágicas para interesses de gabinete.
Vânia não só se recusou a jogar o jogo, como prometeu processar alguns parlamentares por crimes que alega ter sofrido, incluindo assédio político. Entre os insatisfeitos estava a presidente da Câmara, Paula Cali (PL), fiel ao bolsonarismo raiz. O prefeito, com discurso de “bom moço”, disse que tudo não passava de um “equívoco” e que conversaria com a vice — mas a conversa virou portaria de exoneração.
Se a sexta já foi agitada, o sábado (9) explodiu de vez. Ao ir à Semob buscar seus pertences, Vânia foi barrada por ordem direta de Brunini. O clima esquentou, houve troca de agressões verbais e a cena digna de novela mexicana foi parar na Delegacia da Mulher, com queixas registradas pelos dois lados.
Assim, em menos de 48 horas, Cuiabá assistiu a um espetáculo que mistura queda política, barraco institucional e constrangimento público. Enquanto a mobilidade urbana continua travada, a mobilidade política corre no modo turbo — só que para tirar do caminho quem não se curva ao “padrão pátria amada” de governar.
Na gestão Brunini, prioridade não é a cidade, nem o povo, e nem mesmo a própria vice-prefeita. A pressa, como sempre, é para atender a base.

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