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Deputado denuncia abandono de pacientes e defende aplicação urgente dos repasses federais represados pelo Governo de Mato Grosso

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Enquanto milhares de mato-grossenses sofrem nas filas por cirurgias, quimioterapias, hemodiálise e atendimentos especializados, o Governo de Mato Grosso mantém parados R$ 450,6 milhões destinados à saúde pública. Os dados são do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e revelam que os recursos federais enviados mensalmente ao Fundo Estadual de Saúde (FES) seguem sem destinação efetiva — uma realidade que o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) denuncia desde 2023.

“Esse recurso é para custear serviços de média e alta complexidade, como cirurgias ortopédicas, cardíacas, tratamento do câncer, nefrologia… áreas onde há filas imensas, de gente sofrendo, aguardando um atendimento para poder voltar a viver com dignidade. Não é falta de dinheiro. É falta de prioridade”, dispara Lúdio.

O parlamentar, médico sanitarista e defensor histórico do SUS, foi o primeiro a denunciar, ainda em novembro de 2023, que o governo estadual estava acumulando valores absurdos nas contas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). À época, o valor parado era de cerca de meio bilhão de reais. E por quê? Porque o Estado priorizou a contratação de serviços terceirizados, muitos deles não habilitados pelo SUS, utilizando recursos próprios para essas despesas — e deixando os repasses federais intocados, com medo de questionamentos judiciais.

“O governo fazia da conta da saúde uma espécie de poupança. Era dinheiro parado enquanto a população morria à espera de cirurgia, morria de câncer sem tratamento. Foi só depois da nossa denúncia que parte desse valor começou a ser usada”, afirma o deputado.

Segundo Lúdio, o Hospital Estadual Santa Casa de Cuiabá é um dos símbolos desse descaso. Mesmo com verbas em caixa, a unidade ficou sem os recursos necessários para funcionar com capacidade plena. Situação semelhante se espalha por todo o estado: próteses de joelho e quadril em falta, cirurgias cardíacas atrasadas, pacientes com câncer desassistidos, enquanto o dinheiro que poderia salvar vidas ficava estagnado em contas bancárias.

Para o deputado, o governo tem obrigação legal e moral de aplicar os recursos de forma transparente e efetiva. “Esse dinheiro é carimbado. O Ministério da Saúde repassa mensalmente, justamente para garantir o acesso da população aos serviços mais complexos do SUS. Não aplicar isso é um crime contra o povo de Mato Grosso.”

Lúdio reforça que continuará fiscalizando e cobrando: “Espero que agora o governo acelere a execução desses recursos, porque tem gente sofrendo, sem conseguir trabalhar, sem conseguir viver com dignidade. O Estado tem dinheiro. O que falta é compromisso com a saúde pública.”

Enquanto o Palácio Paiaguás trata o SUS como um caixa de manobras contábeis, Lúdio Cabral se mantém firme como uma das poucas vozes que defendem a vida e o direito à saúde da população mato-grossense.


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