
Pesquisa revela o que o povo pensa — e mostra o abismo entre a democracia e os representantes de MT que flertam com o autoritarismo
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Uma pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no dia 3 de agosto de 2025, revelou um dado que deveria servir como alerta para qualquer político com um mínimo de compromisso democrático: 61% dos brasileiros afirmam que não votariam em um candidato que prometesse anistiar Jair Bolsonaro e os acusados de tentativa de golpe de Estado. Outros 19% disseram que votariam com certeza nesses candidatos, e os demais se dividiram entre indecisos e rejeição parcial. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Mas parece que a bancada federal de Mato Grosso vive numa bolha — ou prefere continuar servindo aos interesses de uma minoria barulhenta e antidemocrática. Mesmo diante do repúdio da maioria da população, deputados e senadores do estado seguem firmes na defesa da anistia aos golpistas de 8 de janeiro, quando vândalos invadiram os Três Poderes em Brasília numa tentativa fracassada de derrubar a democracia.
Veja quem são os parlamentares federais de Mato Grosso que apoiam ou já manifestaram apoio a pautas golpistas, à anistia de Bolsonaro ou ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes — o guardião da Constituição:
Deputados Federais de MT com histórico de apoio ao bolsonarismo golpista:
- Abílio Brunini (PL) – Participou de manifestações antidemocráticas, é um dos principais articuladores do bolsonarismo no estado.
- Coronel Assis (União Brasil) – Votou consistentemente com pautas bolsonaristas, já se manifestou a favor da anistia.
- Amália Barros (PL) – Aliada direta de Bolsonaro, já usou as redes para questionar o STF e relativizar os atos de 8 de janeiro.
- José Medeiros (PL) – Um dos mais ativos defensores de Bolsonaro e crítico feroz de Alexandre de Moraes.
- Nelson Barbudo (PL) – Embora com atuação mais discreta, integra a base bolsonarista na Câmara.
- Juju da Saúde (PL) – Eleita com apoio do bolsonarismo, já se manifestou contra as prisões dos golpistas.
- Gisela Simona (União Brasil) – Votou com a extrema direita em projetos que enfraquecem o Judiciário.
Senadores de Mato Grosso que também estão na linha de frente da ofensiva antidemocrática:
- Wellington Fagundes (PL) – Assinou pedidos de CPI contra Alexandre de Moraes, aparece em vídeos com a bandeira americana e apoiadores de Bolsonaro.
- Jayme Campos (União Brasil) – Já defendeu “pacificação” e diálogo com os golpistas. O eufemismo preferido de quem quer anistiar sem parecer que está passando pano.
- Margareth Buzetti (PSD) – Tentou se manter em cima do muro, mas participou de reuniões com grupos que defendem “liberdade para os presos políticos do 8 de janeiro”.
E a classe trabalhadora?
A você, trabalhador e trabalhadora, que acorda cedo todos os dias para garantir o sustento da família: quem é que realmente defende seus direitos? É esse grupo que passa pano para golpista ou são aqueles que lutam pela isenção de imposto de renda para quem ganha até dois salários, que criam e mantêm programas como o Farmácia Popular, Mais Médicos, Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, Tarifa Social de Energia, Bolsa Família e tantos outros que mudam vidas de verdade? Pense bem antes de votar em quem prefere proteger criminoso de gravata em vez de cuidar do povo.
E diante de tantos avanços — habilitação gratuita para pessoas de baixa renda, crédito consignado na CLT, isenção de impostos para os que ganham menos, retomada do Minha Casa Minha Vida, fortalecimento do SUS, ampliação do Farmácia Popular, geração de emprego com carteira assinada — fica a pergunta que o trabalhador precisa se fazer: qual é mesmo o motivo de tanto ódio ao PT? Será que é de verdade? Ou será fruto da máquina de mentiras e fake news que os bolsonaristas espalharam por anos nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp? Será que vale a pena continuar odiando quem te dá direitos — só porque o WhatsApp mandou?
Reflexão necessária:
Esses parlamentares representam Mato Grosso — mas não representam a maioria do povo brasileiro, que, como mostra o Datafolha, quer justiça, quer responsabilização, e não quer perdão para quem tentou derrubar a democracia. A cada assinatura em favor de um impeachment de Moraes ou projeto de anistia, esses políticos deixam claro de que lado estão: não é do lado da Constituição, nem do povo.
Fica a pergunta para 2026: você vai votar em quem defende o Brasil democrático ou em quem flerta com o golpe e com a impunidade?
Porque, como bem disse Davi Alcolumbre, presidente do Senado:
“Nem com 81 assinaturas eu pauto isso [pedido de impeachment contra Moraes]”.

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