
Mesmo com gritos, cadeiras ocupadas e fita adesiva, bolsonaristas são derrotados mais uma vez no plenário da Câmara dos Deputados
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Em mais um capítulo da novela golpista protagonizada pelos aliados de Jair Bolsonaro, o bolsonarismo sofreu uma derrota simbólica e prática no Congresso Nacional. Após quase 24 horas de obstrução e tumulto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), conseguiu abrir a sessão ordinária da quarta-feira (6), às 22h30 — escancarando o fracasso do teatro encenado pela extrema direita.
A cena beirou o ridículo: a sessão estava prevista para as 20h30, mas o acesso ao plenário foi bloqueado por parlamentares bolsonaristas desde a noite anterior. O objetivo? Impedir o funcionamento da Casa em protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes. Mais do que um ato político, uma tentativa explícita de sabotagem do Parlamento.
Na manhã de terça-feira (5), bolsonaristas ocuparam a mesa diretora da Câmara e tentaram interditar os trabalhos legislativos. O ápice do espetáculo aconteceu quando o deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS), líder do partido Novo, se sentou no lugar do presidente da Casa e se recusou a ceder a cadeira — num gesto simbólico de afronta institucional.
A resposta veio com firmeza. Após longas negociações e articulações com os líderes partidários da base do governo, Hugo Motta deixou o gabinete da presidência e foi até o plenário. Sob tensão, enfrentou a resistência da oposição, mas contou com o apoio da base governista para reassumir o comando da sessão.
O clima esquentou com gritos, vaias e troca de acusações. A Polícia Legislativa precisou ser acionada para garantir a segurança e conter os ânimos exaltados. Mas o que ficou evidente foi a perda de força do bolsonarismo dentro do próprio Congresso. O golpe teatral, baseado em fita adesiva na boca e frases feitas, não resistiu ao peso da democracia em movimento.
Vale lembrar: no último domingo (3), os mesmos parlamentares que foram às ruas gritar por “liberdade de expressão” agora tentavam, dentro do Parlamento, calar o funcionamento das instituições. Uma ironia digna de roteiro de tragicomédia.
A sessão foi oficialmente aberta às 22h30, retomando a pauta legislativa e encerrando o circo armado pelos oposicionistas. Foi, mais uma vez, a democracia que venceu — apesar dos ataques e da barulheira ensaiada.

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