
Bancada bolsonarista e o centrão golpista atacam o STF. Saiba no texto quem são os 41 senadores que querem enfraquecer a democracia brasileira
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O Brasil é o país onde o sujeito que teve 158 pedidos de impeachment nas costas quer posar de moralista. Jair Bolsonaro, o campeão nacional da rejeição institucional, acumulou entre 2019 e 2022 nada menos que 43% de todos os pedidos de impeachment já feitos contra presidentes da República. E, agora, é o bolsonarismo que tenta acusar os outros de “abuso de autoridade”.
Mas a história não perdoa hipocrisia. E o Judiciário também não.
A mais nova investida da extrema direita é o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, relator de investigações que desmontaram as engrenagens golpistas do 8 de janeiro. Com apoio do Centrão, 41 senadores assinaram o documento, numa clara tentativa de retaliação. O problema? Eles esqueceram que a Constituição exige mais do que teatro para derrubar um ministro.
“Nem com 81 assinaturas eu pauto isso”, diz Alcolumbre
E aí veio o balde de água fria: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avisou, em alto e bom som, a líderes partidários que não pautará nenhum pedido de impeachment de ministro do STF. A frase foi direta:
“Nem com 81 assinaturas pauto o impeachment de ministro do STF.”
Ou seja: os 41 senadores bolsonaristas assinaram um papel que vai direto para o lixo. Fizeram cena para as redes sociais, mas não têm os 54 votos necessários — e muito menos o aval da presidência do Senado. A encenação golpista subiu no telhado.
Mas o povo merece saber: quem são os 41 senadores?
Abaixo, os nomes de quem assinou o pedido contra Moraes. Parlamentares que tentam calar a Justiça, blindar golpistas e enfraquecer o Estado Democrático de Direito.
Alan Rick (UNIÃO–AC), Alessandro Vieira (MDB–SE), Astronauta Marcos Pontes (PL–SP), Carlos Portinho (PL–RJ), Carlos Viana (PODEMOS–MG), Cleitinho (REPUBLICANOS–MG), Damares Alves (REPUBLICANOS–DF), Dr. Hiran (PP–RR), Eduardo Girão (NOVO–CE), Eduardo Gomes (PL–TO), Efraim Filho (UNIÃO–PB)
Esperidião Amin (PP–SC), Flávio Bolsonaro (PL–RJ), Hamilton Mourão (REPUBLICANOS–RS), Izalci Lucas (PL–DF), Jaime Bagattoli (PL–RO), Jayme Campos (UNIÃO–MT), Jorge Kajuru (PSB–GO), Jorge Seif (PL–SC), Lucas Barreto (PSD–AP), Luis Carlos Heinze (PP–RS)
Magno Malta (PL–ES), Marcio Bittar (UNIÃO–AC), Margareth Buzetti (PSD–MT), Marcos Rogério (PL–RO), Marcos do Val (PODEMOS–ES), Nelsinho Trad (PSD–MS), Oriovisto Guimarães (PODEMOS–PR), Plínio Valério (PSDB–AM), Professora Dorinha Seabra (UNIÃO–TO)
Rogério Marinho (PL–RN), Sergio Moro (UNIÃO–PR), Styvenson Valentim (PODEMOS–RN), Tereza Cristina (PP–MS), Vanderlan Cardoso (PSD–GO), Wellington Fagundes (PL–MT), Wilder Morais (PL–GO), Zequinha Marinho (PODEMOS–PA), Laércio Oliveira (PP–SE)
Pesquisa mostra: o povo não apoia golpistas
Uma pesquisa do AtlasIntel revelou que 61% da população é contra anistiar os golpistas do 8 de janeiro. A maioria rejeita parlamentares que assinaram o pedido de impeachment contra Moraes. Ou seja: os 41 senadores estão indo contra a vontade do povo.
Não podemos esquecer: quem assina um pedido desses está dizendo de que lado está.
E o recado é simples:
📌 Não vote em quem defende o golpe.
📌 Não vote em quem tenta calar o Judiciário.
📌 Não vote em quem trai a democracia para proteger criminosos.
Em 2026, cada nome acima precisa ser lembrado. Porque quem tentou derrubar a Justiça, não merece o seu voto — nem o seu bom-dia.

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