
Trabalhador em greve apanha da polícia. Colarinho branco em obstrução ganha aplauso e salário. Cadê a tropa de choque agora, hein?
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O Brasil assistiu, mais uma vez, àquele velho show de horrores encenado no Congresso Nacional: deputados e senadores da base bolsonarista, coladinhos com Republicanos e Novo, decidiram sentar, colar fita na boca e… obstruir os trabalhos. Isso mesmo. Enquanto o país enfrenta pautas urgentes, eles fazem “greve branca” — só que com contracheque gordo no final do mês.
E aí eu te pergunto: se fosse professor ou servidor público em greve, o que já teria acontecido? Corte de ponto, perseguição, tropa de choque na porta. Mas como são engravatados do colarinho branco, o teatro vira “ato patriótico”.
Enquanto isso, o presidente Lula envia ao Congresso um projeto que isenta do Imposto de Renda todos os brasileiros que ganham até R$ 5 mil. Uma proposta que beneficia milhões de trabalhadores — gente que levanta cedo, enfrenta ônibus lotado e rala o mês inteiro pra ver o salário evaporar em imposto.
E o que fazem os patriotas de adesivo no peito? Travam o projeto. Isso mesmo: a obstrução bolsonarista ameaça tirar das suas mãos um direito básico. Você, que vive reclamando que trabalha 3, 4, 5 meses só pra pagar imposto, agora vê a chance de se livrar disso sendo destruída por aqueles que você ajudou a eleger. Parabéns, pobre de direita — mais uma vez, quem te ferra é quem você defende.
Eles se dizem defensores da pátria, mas na prática trabalham contra o povo. Votam contra a educação, contra o SUS, contra a taxação dos super-ricos, contra tudo que é do interesse do trabalhador. Mas o contracheque de mais de R$ 39 mil por mês tá garantido. E você aí, quebrado, defendendo essa turma como se fosse herói.
É muita hipocrisia. Quando é a greve do povo, o pau come. Quando é no Congresso, tem fita adesiva, discurso pronto e café com leite. O nome disso não é democracia, é canalhice institucional.
Em 2026, lembre de cada deputado e senador que obstruiu o projeto de Lula. Lembre que eles foram pagos com o seu dinheiro pra atrapalhar a sua vida. E quando for votar, escolha quem trabalha por você — não quem sabota o país pra defender privilégio.
Pobre de direita, acorda.
Eles ganham para atrapalhar: quanto custa a greve branca no Congresso?
Vamos aos números que escancaram o deboche:
- Um deputado federal recebe R$ 46.366,19 brutos por mês, a partir de fevereiro de 2025.
📎 Fonte: Reuters Brasil - Além disso, têm direito a:
- Auxílio-moradia de R$ 4.253
- Cota para exercício da atividade parlamentar (CEAP) que varia entre R$ 30 mil e R$ 50 mil por mês
- Verba de gabinete de até R$ 133.000 mensais para contratar até 25 assessores
📎 Fonte: Portal da Câmara dos Deputados
E quantos dias úteis eles realmente trabalham no ano?
- Em 2024, segundo levantamento do jornal Poder360, a Câmara teve apenas 67 dias de votações obrigatórias.
📎 Fonte: Poder360 – Quantos dias trabalham os deputados
Isso dá uma média de 1,5 dia por semana. Com isso:
📌 Se dividirmos o salário de R$ 46.366,19 por 67 dias úteis, temos um valor estimado de R$ 691,25 por hora, considerando uma jornada de 8 horas por dia — e isso sem incluir cotas extras e verbas indiretas.
Quando somados todos os benefícios, um único parlamentar pode custar mais de R$ 200 mil por mês aos cofres públicos — enquanto cruza os braços e impede que projetos fundamentais avancem, como o da isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil.
Enquanto isso, o trabalhador brasileiro, que acorda às 5h da manhã, enfrenta lotação no ônibus, sol escaldante ou jornada dupla, segue pagando imposto — porque os “representantes do povo” preferem fazer teatrinho com durex na boca.
É ou não é uma greve de luxo bancada pelo seu suor?

Deixe um comentário