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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Elas cruzaram Mato Grosso para dizer ao Brasil que educação se faz com respeito a todos que constroem a escola pública – da sala de aula à secretaria

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Brasília foi palco, nesta terça-feira, de mais um grito por justiça e valorização: o ato nacional em defesa da aprovação urgente do Projeto de Lei 2531/2021, que estabelece o piso salarial nacional para os profissionais técnicos e administrativos das escolas públicas de educação básica. E entre tantos rostos que ocuparam a capital federal, dois nomes representaram com firmeza e orgulho a luta de Mato Grosso: Solange Mira dos Santos e Maria Rosa do Lago Cardoso, ambas do município de Pedra Preta.

Integrantes do quadro de Apoio Administrativo Educacional, Solange e Maria Rosa não mediram esforços para levar a voz da categoria ao coração político do país. A presença delas em Brasília simboliza o que há de mais digno na luta por uma educação pública de qualidade: a união de quem faz a escola acontecer todos os dias, com dedicação, competência e invisibilidade.

O PL 2531/2021 propõe que o piso salarial desses profissionais seja fixado em 75% do piso nacional do magistério, o que hoje representaria R$ 2.164,68 para jornadas de 40 horas semanais, com reajuste anual pela inflação. A medida visa corrigir desigualdades salariais entre estados e municípios e valorizar profissionais essenciais ao funcionamento das escolas, mas historicamente esquecidos nas políticas educacionais.

O projeto já avançou na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados e aguarda análise em outras comissões importantes, como Educação, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça. Mas sem pressão popular, a tramitação pode emperrar.

Por isso, o gesto de Solange e Maria Rosa ecoa muito além da Praça dos Três Poderes. É a reafirmação de que não há educação de qualidade sem profissionais valorizados em todas as frentes. Secretárias escolares, merendeiras, inspetores, auxiliares, bibliotecários e tantos outros trabalhadores do apoio educacional também educam, cuidam, acolhem e garantem que o direito de aprender chegue a cada criança e adolescente.

Enquanto muitos discursos vazios ecoam pelos corredores do Congresso, são ações como a de Solange e Maria Rosa que mostram onde está a verdadeira luta pela educação. Elas foram à Brasília com coragem e dignidade, exigindo respeito por uma categoria que faz a escola andar mesmo nos piores momentos.

A pauta é clara: aprovação imediata do PL 2531/2021. Que o Congresso Nacional ouça a voz de quem sustenta a educação na prática. E que mais gestos como o dessas duas mulheres inspiradoras ajudem a transformar indignação em mobilização.

Pedra Preta está em Brasília. E a educação agradece.


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