
A nova prioridade da bancada bolsonarista de Mato Grosso: defender criminosos, atacar o STF e travar o país — tudo pago com dinheiro público
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Na terça-feira, 5 de agosto de 2025, o Congresso Nacional virou palco para mais um show patético promovido pela extrema direita. Deputados e senadores do PL, junto com aliados do Republicanos e do Novo, ocuparam as Mesas da Câmara e do Senado, colaram fita adesiva na boca e declararam “obstrução total” das votações. O pretexto? Pressionar pela anistia ampla e irrestrita aos envolvidos nos atos terroristas de 8 de janeiro de 2023, pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes e pelo fim do foro privilegiado.
Chamaram de “pacote da paz”, mas o país inteiro entendeu: trata-se de mais um pacote da impunidade. E enquanto o Brasil aguarda a correção da tabela do Imposto de Renda, a votação do orçamento de 2026 e outras pautas que interessam ao povo, a bancada bolsonarista prefere fazer teatro com fita na boca — como se fossem vítimas, quando na verdade defendem criminosos condenados por tentativa de golpe de Estado.
E Mato Grosso não ficou de fora do vexame. Os deputados federais Coronel Assis (PL-MT) e Amália Barros (PL-MT) se jogaram de corpo e alma na obstrução, berrando nas redes contra o STF e em defesa dos vândalos de 8 de janeiro. O senador José Medeiros (PL-MT) fez o de sempre: se omitiu. Em Brasília, sua ausência de posicionamento só reforça o apoio silencioso ao golpismo que o elegeu.
E quem achou que Wellington Fagundes poderia representar uma ala moderada do PL mato-grossense se enganou. Na semana passada, o senador foi flagrado abraçado à bandeira dos Estados Unidos dentro do Congresso Nacional, numa demonstração explícita de vira-latismo político. O discurso nacionalista cai por terra quando a bandeira preferida é a norte-americana — o que não surpreende, vindo de quem normalizou o bolsonarismo raiz.
Nem mesmo fora do Legislativo a vergonha deu trégua. O atual prefeito de Cuiabá e ex-deputado federal Abílio Brunini (PL) usou suas redes sociais para aplaudir a obstrução. Mesmo longe da Câmara, segue cumprindo seu papel de “influencer do caos”.
A conta chega — e é alta
Cada parlamentar custa, em média, mais de R$ 270 mil por mês aos cofres públicos. Isso inclui salários, verbas de gabinete, cotas parlamentares e auxílio-moradia. Um único dia de obstrução como o que ocorreu pode custar mais de R$ 9 mil por deputado. Para o povo mato-grossense, isso significa pagar caro por nada: nenhum projeto votado, nenhuma proposta aprovada — só fita adesiva, selfie no plenário e circo armado com dinheiro público.
E o povo?
Uma pesquisa Datafolha divulgada no final de julho mostra que 61% dos brasileiros não votariam de jeito nenhum em candidatos que defendem anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. Apenas 19% votariam com certeza. Ou seja: a grande maioria quer justiça, não mais um show de impunidade.
Em 2026, a escolha será entre democracia e golpe de Estado
Não se trata mais de direita ou esquerda. A disputa real agora é entre quem defende o Estado Democrático de Direito — e quem está disposto a paralisá-lo para proteger criminosos. O eleitor de Mato Grosso terá que decidir se quer um parlamentar que trabalha ou um animador de auditório financiado com dinheiro público.
A fita na boca fala por eles.
O voto nas urnas vai falar por nós.

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