A Voz do Povo em Tela
A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Disseram que iam parar o Brasil se Bolsonaro fosse preso. Pois bem: só parou mesmo a tornozeleira no tornozelo. E o Chupetinha já apareceu na decisão do Xandão. Vai preparando o Wi-Fi, que a Emenda Pix tá rastreando geral!

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Durante anos, o bordão foi repetido feito mantra: “Se prenderem o Bolsonaro, o Brasil vai parar!”. Era a ameaça preferida do gado gourmet, do cercadinho aos grupos de Zap. Mas o dia chegou. O mito foi pra casinha — com tornozeleira e tudo — e o que aconteceu com o Brasil? Nada. Nenhuma BR foi trancada, nenhum pneu queimado, nenhum trator atravessado. A única coisa que parou foi o chororô da militância.

Na decisão do STF publicada neste 4 de agosto de 2025, Alexandre de Moraes impôs prisão domiciliar, tornozeleira eletrônica, apreensão de celular e restrição de visitas a Jair Bolsonaro. O motivo? Desrespeito às cautelares. E sabe quem apareceu na decisão? Nikolas Ferreira — o queridinho do bolsonarismo, também conhecido como “Chupetinha”. Foi ele quem fez uma chamada de vídeo com Bolsonaro durante ato político, o que pesou na nova decisão.

Nikolas, aliás, segue naquele papel que domina: gritar “liberdade” em trio elétrico enquanto faz live pedindo anistia pros golpistas. E agora? Vai querer anistia pra tornozeleira também?

A cena é patética: os mesmos que passaram anos dizendo que Lula era ex-presidiário agora têm um ex-presidente inelegível, com medidas restritivas e de tornozeleira no pé. É a lei do retorno — e a ironia servida no capricho. O patriota raiz agora pode dizer com orgulho: “Também tenho um ex-presidiário pra chamar de meu”.

Mas não para por aí. Moraes autorizou o rastreio das famigeradas Emendas Pix — aquele esquema bilionário de transferências diretas pra prefeituras amigas. E agora o medo bateu. Os deputados que estavam nos atos berrando por anistia sumiram das redes. O rastro do dinheiro tá aceso, e o Flávio Dino tá na cola.

Enquanto isso, o ato bolsonarista do último sábado (3/8) foi um fiasco nacional. Em Sinop (MT), o fracasso teve que ser regionalizado pra tentar parecer gente. De Rondonópolis a Sorriso, tentaram juntar meia dúzia de patriotas com bandeira dos EUA e cartaz contra o STF. Mas a vergonha foi tanta que até os organizadores sumiram das redes. Nem a tia do zap compartilhou o fiasco.

A promessa era de parar o país. Mas só conseguiram parar o mito. E o Brasil agradece.


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