O agro é pop, o agro é tech, o agro… flopa também. No coração da soja, o bolsonarismo provou que até trator sem diesel faz mais barulho.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

No dia 3 de agosto, os bolsonaristas foram às ruas com a pompa de sempre. Batizaram o movimento de “Reaja, Brasil!”, prometeram avenidas lotadas, multidões indignadas e até o fim do mundo. Mas, como já virou tradição, entregaram um “flop” nacional — com direito a bandeiras americanas, faixas “Thank you, Trump” e um monte de discursos sem eco.
Na Avenida Paulista, o QG da vergonha, a expectativa era de meio milhão de pessoas. Mas a USP contabilizou 44.900. Isso mesmo: menos de 10% do prometido. Se fosse show, dava pra cancelar por falta de público. No Rio, o fiasco foi internacionalizado: a imprensa francesa noticiou o fracasso da manifestação em Copacabana. Em Campo Grande, a tal “motociata” virou carreatinha de bairro com 50 mil pessoas e buzinaço mixuruca.
O mais engraçado? A galera foi pra rua defender o tarifaço de 50% do Trump contra o Brasil. Sim, contra o Brasil. Isso mesmo: a turminha patriota preferiu bater palmas pra sanção norte-americana do que defender o próprio país. O Complexo de Vira-lata nunca esteve tão explícito. Uma aberração política e moral. Dizem que a bandeira do Brasil jamais será vermelha, mas vão pra rua enrolados na bandeira dos Estados Unidos, se ajoelham em frente a quartéis, vestem verde e amarelo da cabeça aos pés — mas agem feito súditos do Tio Sam. Isso é patriotismo? Isso é submissão explícita com cheiro de naftalina ideológica.
A cena é tão grotesca que parece paródia: bolsonarista se dizendo nacionalista enquanto defende tarifas que prejudicam o agronegócio, a indústria e os pequenos produtores brasileiros. Ao invés de lutar pela soberania, imploram por sanções gringas. Trocam o amor pelo Brasil pelo afago do Trump. Reagem, sim — mas contra o próprio país.
Além de pedir anistia para os golpistas do 8 de janeiro, os manifestantes também exigiram o impeachment de Alexandre de Moraes e do presidente Lula. Mas quem precisa reagir mesmo é essa turma que vive em negação desde 2014. A eleição já passou. Lula segue presidente. Xandão segue ministro. E o choro é livre.
Enquanto os bolsonaristas flertam com a derrota e a decadência, as pesquisas já apontam: Lula lidera com folga todos os cenários para 2026. A galera do “Reaja” está reagindo sim… mas ao desespero. E quanto mais surtam, mais crescem as chances de Lula vencer no primeiro turno. A lapada vem!
A moral da história? O povo brasileiro reagiu — não com aplausos, mas com gargalhada. Porque o único tsunami que aconteceu foi de vergonha alheia. O resto é só latido de vira-lata.
E no Mato Grosso? Ah, no Mato Grosso foi o fiasco dos fiascos. Justo o estado que mais financiou Bolsonaro nas eleições. Justo o berço do bolsonarismo agroexportador, que grita “meu Brasil é do agro” com uma mão, e bate palmas pro tarifaço de Trump com a outra. Em 2022, o Mato Grosso foi um dos primeiros estados a parar o país após o resultado das eleições — bloqueios, buzinaços, caminhoneiros em greve e bandeiras nas BRs. Pois bem: agora, nem isso.
Em Rondonópolis, uma decepção. Em Cuiabá, uma vergonha. Em Sorriso, um silêncio constrangedor. E em Sinop… ah, Sinop, a cidade que tentou carregar o ato nas costas, reuniu pouco mais de 500 pessoas — e olha que não foi só gente da cidade. Vieram caravanas de Itabaporã, de toda a região norte do estado, numa tentativa desesperada de mostrar força. Mas o resultado foi o maior mico do ano: um ato regional que não encheu nem metade da Praça da Bíblia.
O recado do povo mato-grossense foi claro: acabou o gás. Acabou a fé cega. Nem o “Reaja” foi suficiente pra tirar da casa aquele eleitor que votou no 22 por falta de opção. Porque, convenhamos, quem ainda se ajoelha diante da bandeira americana e grita “soberania” já perdeu qualquer noção de ridículo. A festa acabou. O mito murchou. E a conta chegou.

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