Em 1º de agosto de 2025, o governo federal transformou o sonho da casa própria em realidade para mais de 7,5 mil brasileiros, com investimentos de R$ 168 milhões no programa Minha Casa, Minha Vida. O governo Lula retoma obras paralisadas e enfrenta críticas da direita e extrema direita, que têm medo da inclusão social.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Em 1º de agosto de 2025, o governo federal transformou em realidade o sonho da casa própria para mais de 7,5 mil brasileiros. Em uma cerimônia transmitida a partir do Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus ministros anunciaram a conclusão de 1.876 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em Pojuca e Paulo Afonso (Bahia), Horizonte (Ceará), Açailândia (Maranhão), Teresina (Piauí) e Chapada de Areia (Tocantins). A obra recebeu R$ 168,5 milhões de investimento do Novo PAC.
Onde foram entregues as novas moradias:
| Cidade/Estado | Unidades entregues | Fonte |
|---|---|---|
| Pojuca/BA | 668 casas (376 no Residencial Everaldino Guimarães e 292 no Residencial Prof. João Assis) | Ministério das Cidades |
| Paulo Afonso/BA | 200 casas (Residencial Francisco Chagas de Carvalho) | Ministério das Cidades |
| Horizonte/CE | 32 casas (Residencial João Severo, investimento superior a R$ 4 milhões) | Governo do Ceará |
| Açailândia/MA | 744 casas (Residenciais Jardim Aulidia 4 e 5) | Planalto |
| Teresina/PI | 132 casas (Loteamento Diuza Gonçalves) | Planalto |
| Chapada de Areia/TO | 100 casas (Residenciais Nova Esperança II e III) | Planalto |
Os residenciais baianos beneficiaram cerca de 3,5 mil pessoas, enquanto em Horizonte 128 moradores receberam as chaves de suas novas casas. Em Açailândia, o conjunto é o maior da etapa: as 744 casas dos residenciais Jardim Aulidia 4 e 5 foram viabilizadas com cerca de R$ 76 milhões. O Piauí recebeu 132 unidades por meio da modalidade Entidades/Fundo de Desenvolvimento Social e, em Chapada de Areia, 400 pessoas da faixa 1 (renda até R$ 2.850) foram atendidas.
Compromisso com dignidade e retomada de obras
Lula aproveitou a cerimônia para lembrar a própria trajetória e reforçar que moradia digna é um direito constitucional. Ele recordou que conseguiu sua primeira casa em 1975 e destacou que os novos residenciais terão área de leitura, ampliando o acesso a livros para as crianças. Para o presidente, “o que o povo quer é dignidade; não é porque é pobre que deve ser tratado como se não valesse nada”.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, ressaltou que muitos desses empreendimentos estavam parados. Segundo ele, 87 mil casas estavam abandonadas pelo Brasil até janeiro de 2023, quando Lula determinou a retomada de todas as obras dentro do Novo PAC. Essa decisão permitiu a conclusão de projetos como os residenciais baianos e garantiu que o dinheiro público investido anteriormente não fosse desperdiçado. Rui Costa também anunciou novidades do programa: uma nova faixa para famílias com renda até R$ 12 mil e a reserva de 3% das novas moradias para pessoas em situação de rua. Desde 2023, mais de 1,5 milhão de unidades já foram contratadas, e o governo prevê 3 milhões até 2026.
Por que a direita e a extrema direita atacam o Minha Casa, Minha Vida
Criado em 2009, o Minha Casa, Minha Vida tornou-se o maior programa habitacional da história do país. Em 2020, porém, o governo de Jair Bolsonaro extinguiu o programa e o substituiu pelo Casa Verde e Amarela, introduzindo modificações que reduziram o alcance das políticas de moradia. A falta de investimentos resultou em milhares de obras paralisadas. De acordo com Rui Costa, foram essas 87 mil casas abandonadas que o Novo PAC precisou resgatar.
A visão da direita e da extrema direita é marcada pela defesa da austeridade fiscal e por uma concepção de Estado mínimo. Essa abordagem ficou evidente no período em que o programa foi substituído: o orçamento caiu e a construção de moradias populares despencou. Ao retomar o Minha Casa, Minha Vida e investir massivamente em habitação, o governo Lula demonstra uma opção política oposta — trata a moradia como direito social e como instrumento de redução das desigualdades. Além disso, o MCMV movimenta a economia: em 2024, mais de 50% dos lançamentos imobiliários do país foram do programa e a construção civil gerou 3 milhões de empregos.
É esse compromisso com a maioria pobre que provoca a fúria de setores da direita. Programas como o Bolsa Família, o Fome Zero e o Minha Casa, Minha Vida ampliam a cidadania e melhoram a vida de quem historicamente foi excluído. Ao entregar 1.876 casas em um único dia e anunciar metas ainda mais ambiciosas, Lula mostra que políticas públicas inclusivas são possíveis e evidencia por que seus adversários ideológicos o atacam. Enquanto alguns defendem cortes e privatizações, o governo aposta em investimentos sociais que, além de devolver dignidade às famílias, aquecem a economia e geram empregos.
O resultado concreto dessa visão está nas chaves entregues em Pojuca, Paulo Afonso, Horizonte, Açailândia, Teresina e Chapada de Areia. Milhares de pessoas deixaram o aluguel e passaram a chamar um imóvel de seu. Esse contraste entre a prioridade à vida e a obsessão pelo ajuste fiscal explica por que, mesmo diante de números tão positivos, a direita e a extrema direita continuam a torcer contra Lula e o Partido dos Trabalhadores.

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