Mais um escândalo atinge o clã que brada “Deus, Pátria e Família”, mas vive cercado por crimes e hipocrisia moral.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Gilberto Firmo Ferreira, tio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi preso nesta sexta-feira, 1º de agosto de 2025, por armazenar vasto material de pornografia infantil em seu celular. A prisão ocorreu no Sol Nascente (DF) durante cumprimento de mandado expedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás e executado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
O conteúdo encontrado no aparelho envolvia vídeos e fotos de crianças e adolescentes em cenas explícitas de abuso sexual, o que levou à prisão em flagrante, com base no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente. Ele deve passar por audiência de custódia neste sábado, 2 de agosto.
Mas essa não é a primeira vez que o sobrenome Firmo estampa manchetes por envolvimento com crimes. Em 2019, outro tio de Michelle, João Batista Firmo Ferreira — sargento reformado da PMDF — foi preso por integrar uma milícia envolvida em grilagem de terras, extorsão e homicídios. Mesmo assim, foi convidado de honra na posse presidencial de Jair Bolsonaro.
A avó de Michelle, Maria Aparecida Firmo Ferreira, morreu em 2020 de Covid-19, abandonada pela neta famosa. Cega de um olho, com Parkinson e problemas cardíacos, ela passou seus últimos anos em extrema pobreza na favela Sol Nascente, sem qualquer ajuda ou reconhecimento da “família tradicional brasileira”.
A mãe de Michelle, Maria das Graças, também tem passagem pela Justiça por uso de identidade falsa na década de 1980. Uma linhagem marcada não por valores cristãos, mas por escândalos, crimes e negligência.
A narrativa de “família moralista” desmorona frente a uma realidade grotesca: pornografia infantil, milícias, abandono de idosos e histórico de crimes graves. Tudo isso sob o falso manto da religiosidade e da defesa dos bons costumes.
Enquanto isso, a base bolsonarista continua servindo de escudo ideológico para um núcleo familiar que mais parece uma ficha policial em série. A cada novo escândalo, a pergunta se repete: até quando o Brasil vai fingir que essa família representa algum valor além da vergonha?

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