Família que sempre odiou a ONU, o STF, a democracia e os direitos humanos agora se humilha diante dos EUA para posar de perseguida. O viralatismo da famílicia Bolsonaro alcança níveis históricos.
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

Eduardo Bolsonaro, deputado federal e autodeclarado embaixador do bolsonarismo nos Estados Unidos, publicou nesta quarta-feira (31) um vídeo emocionado agradecendo ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado americano pela decisão de sancionar Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal.
A cena seria cômica, se não fosse trágica: um dos maiores representantes de um governo que atacou sistematicamente os direitos humanos agora se abraça a eles em solo estrangeiro para tentar escapar da Justiça brasileira. O mesmo grupo político que hostilizou a Comissão de Direitos Humanos, que aplaudiu torturadores, que criminalizou o ativismo social, agora chora por “liberdades” nos corredores de Washington.
Eduardo agradece “com o coração cheio” à decisão dos EUA e diz que “lutou para sancionar Alexandre de Moraes”. Sim, o mesmo Eduardo que nunca moveu um dedo pelas mães da periferia, pelos indígenas massacrados na Amazônia, pelos servidores perseguidos ou pelos jornalistas ameaçados. A única liberdade que o bolsonarismo defende é a deles: liberdade para espalhar fake news, para desrespeitar as leis e para tramar golpe de Estado.
O mais irônico é ver a família que sempre se gabou de ser “patriota” implorando por interferência estrangeira no Brasil. É o viralatismo em seu estado mais puro: não conseguir disputar democraticamente dentro do país e correr para os braços do ex-amo colonial pedindo que venha nos salvar da democracia brasileira. E tudo isso vindo do filho de Jair Bolsonaro, réu em investigações que vão de tentativa de golpe até organização criminosa, passando por milícia digital, joias ilegais e rachadinhas.
Não custa lembrar: durante o governo Bolsonaro, direitos humanos viraram sinônimo de “bandidolatria”, segundo os próprios bolsonaristas. Agora, são “valor sagrado” na terra do Tio Sam. A hipocrisia é tamanha que dá até vertigem.
Alexandre de Moraes é hoje um dos principais responsáveis por conter os avanços autoritários no país e foi peça central no enfrentamento ao 8 de janeiro, quando a extrema direita tentou, literalmente, destruir a democracia. Se isso causa desconforto à famílicia, é sinal de que o Brasil está no caminho certo.
Se o bolsonarismo queria ser reconhecido internacionalmente, agora conseguiu. Mas não pela luta pela liberdade, e sim pela capacidade de se ajoelhar diante de potências estrangeiras sempre que seus interesses pessoais estão ameaçados.
Eduardo Bolsonaro termina sua fala com “Deus abençoe a América”. E o Brasil? Que se vire, né?

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