Sete advogados que atuavam no TJ-MT são presos por rombo de R$ 21 milhões em esquema fraudulento. Operação escancara a hipocrisia de quem vive acusando Lula, mas pratica o que diz combater.
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

Sete advogados que atuavam dentro do Tribunal de Justiça de Mato Grosso foram presos nesta quarta-feira (30) durante a Operação Sepulcro Caiado, uma verdadeira limpeza de fim de recesso que trouxe à tona o que há de mais podre no coração do sistema: aqueles que se dizem defensores da moral, da justiça e da ordem, mas vivem às custas da fraude, da mentira e da corrupção institucionalizada.
O esquema causou um rombo de mais de R$ 21 milhões aos cofres públicos e envolvia uma verdadeira teia criminosa que operava com ações judiciais falsas, comprovantes de depósitos fraudados e um teatro jurídico montado dentro da própria Justiça. Paladinos do “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, agora sendo algemados pela Polícia Civil e recebendo as visitas que merecem: ordens de prisão, bloqueios judiciais, sequestro de bens e quebra de sigilos.
Na operação, foram cumpridos:
- 11 mandados de prisão preventiva,
- 22 mandados de busca e apreensão,
- 16 ordens de bloqueio judicial,
- 46 quebras de sigilo fiscal e bancário,
- e o sequestro de 18 veículos e 48 imóveis.
As diligências ocorreram em Cuiabá, Várzea Grande e até na cidade de Marília (SP). Um rastro de crimes que atravessa fronteiras e desmascara a elite da toga e do terno.
Segundo a Polícia Civil, o grupo entrava com ações de cobrança sem o conhecimento dos devedores e simulava o pagamento da dívida com comprovantes falsos de depósito judicial. Um estelionato de luxo com ar-condicionado e linguagem técnica, que revela o abismo entre a Justiça sonhada e a Justiça operada por alguns de seus próprios representantes.
Enquanto isso, os mesmos que gritam “Lula ladrão, seu lugar é na prisão” nas redes sociais, que usam a bandeira do Brasil como capa de super-heróis da ética seletiva, estão sendo recolhidos em camburões e respondendo por crimes de colarinho branco. É o retrato escancarado do falso moralismo brasileiro: acusam os outros para esconder aquilo que são.
O recesso de julho, que muitos imaginavam ser de descanso para os “doutores”, acabou sendo o melhor recesso da história: com blitz na casa de advogado, busca e apreensão em gabinete de magistrado e, quem sabe, nos próximos dias, mandados sobre as famosas emendas PIX e seus operadores de terno e gravata que fingem ser parlamentares.
Que a Justiça continue batendo à porta de quem sempre se achou acima dela.

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