Mesmo com corte de 14% anunciado pela Petrobras, distribuidoras mantêm botijão caro e afrontam consumidor; governo Lula exige explicações em 48 horas
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

O Brasil vive uma realidade revoltante: mesmo com a Petrobras reduzindo em 14% o preço do gás de cozinha nas refinarias, o valor do botijão continua pesando no bolso da população. O motivo? Um verdadeiro cartel que age impunemente no setor de distribuição e revenda, protegendo seus lucros e desafiando o governo e os direitos do consumidor.
Indignado com essa distorção, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou uma ação imediata da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, para exigir explicações. As empresas distribuidoras têm 48 horas para informar por que o corte feito pela Petrobras não chegou às famílias brasileiras.
“Queremos saber quais são os critérios para essa diferença tão brutal entre a redução anunciada e o preço cobrado ao consumidor final”, afirmou o secretário Wadih Damous. “Se houve aumento em algum outro componente da cadeia, queremos transparência. Não aceitaremos silêncio nem manipulação.”
O governo quer saber se as distribuidoras estão mascarando seus lucros ou praticando preços abusivos sob a falsa justificativa de custos operacionais. A desconfiança é de que o setor age como cartel, combinando valores e ignorando o impacto direto disso na vida de milhões de brasileiros.
A pergunta que ecoa é simples: por que o gás ainda está caro se o preço na origem caiu? A resposta parece estar nos interesses de poucos que lucram muito, à custa de muitos que lutam para cozinhar um prato de comida.
Essa sabotagem dos tubarões do gás escancara a urgência de reformar e fiscalizar com rigor o setor energético no Brasil. É hora de enfrentar os monopólios que impedem o povo de sentir no bolso as conquistas anunciadas.
O governo Lula fez sua parte. Agora, as distribuidoras têm dois caminhos: explicam ou serão responsabilizadas.

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