Operações da Lei Seca revelam dados alarmantes: em algumas edições, mais de 40% dos condutores flagrados estavam dirigindo sem CNH. Falta de fiscalização rotineira e cultura de impunidade agravam o problema.
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

Dados levantados em três grandes operações da Lei Seca realizadas em Sinop (MT) entre maio e julho de 2025 revelam uma realidade preocupante no trânsito da cidade: uma parcela significativa dos motoristas dirigem sem possuir carteira de habilitação (CNH). Em algumas edições, o índice de infratores ultrapassou 40% dos condutores abordados.
Na 21ª edição da Lei Seca, realizada em 25 de maio, 107 motoristas foram fiscalizados e 22 deles estavam sem habilitação, o que representa aproximadamente 20,6% dos condutores autuados por essa infração. A operação ocorreu na região central e resultou ainda em mais de 60 autos de infração por diversos motivos.
Já na 26ª edição, em 29 de junho, os números foram ainda mais graves. Dos 196 veículos fiscalizados, 86 condutores não tinham CNH, o que corresponde a impressionantes 43,9% de flagrantes por condução irregular. A blitz ocorreu no bairro Residencial Florença e mobilizou diversas forças de segurança.
Na 27ª edição, ocorrida em 6 de julho na avenida Dom Henrique Froehlich, 112 veículos foram fiscalizados, e 18 motoristas sem habilitação foram identificados, totalizando cerca de 16,1%. Apesar da redução em relação à blitz anterior, o número continua elevado e reflete a ausência de uma cultura de respeito às regras do trânsito.
A média das três operações aponta que de cada 10 motoristas parados em Sinop, pelo menos 2 estavam dirigindo sem qualquer tipo de habilitação — e em certos casos, esse número chega perto de 5 em cada 10.
Além do alto número de condutores sem CNH, as operações também flagraram dezenas de motoristas alcoolizados, veículos sem registro, licenciamento vencido e outros tipos de irregularidades que colocam em risco a vida da população.
A falta de fiscalização diária, somada à impunidade e à negligência por parte de muitos condutores, contribui para o caos urbano e a insegurança viária que marcam o trânsito de Sinop. Embora as blitzes da Lei Seca tenham papel relevante na repressão e controle de infrações, os dados expõem um problema estrutural que exige ações permanentes, campanhas educativas e investimentos em fiscalização rotineira.
Enquanto a sociedade cobra mais rigor e segurança no trânsito, os números das blitzes continuam gritando a verdade que muitos tentam ignorar: dirigir sem habilitação virou rotina em Sinop — e isso precisa mudar.

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