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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Cidade que cresce em obras e propaganda também precisa investir com urgência em mobilidade, sinalização, fiscalização e educação no trânsito.

Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

A cidade de Sinop, considerada uma das que mais crescem no Brasil, está perdendo vidas em ritmo acelerado — e não é por violência urbana ou criminalidade. É no trânsito. Antes mesmo de terminar o mês de julho, quatro pessoas já morreram em acidentes nas vias urbanas e rodovias que cortam o município.

Mortes essas que poderiam ser evitadas com ações simples, como melhor sinalização, lombadas em locais críticos, faixas de pedestres visíveis, fiscalização mais presente e campanhas de conscientização permanentes. Mas infelizmente, o que se vê nas ruas da cidade é um cenário caótico: cruzamentos perigosos, alta velocidade em avenidas movimentadas, falta de educação de motoristas e motociclistas, além da ausência do poder público.

Secretaria de Trânsito precisa sair da inércia

A Secretaria Municipal de Trânsito tem sido pouco atuante diante da gravidade do problema. Falta planejamento, presença nas ruas e, principalmente, trabalho sério de conscientização junto à população.

As aulas de autoescola, por si só, não estão sendo suficientes para formar motoristas conscientes e preparados para uma direção defensiva. A responsabilidade de educar e orientar vai além da formação técnica: precisa ser assumida também pelo poder público, com campanhas regulares, ações em escolas, blitz educativas e envolvimento direto com a comunidade.

Quem paga a conta é o povo

As vítimas não são apenas números em estatísticas. São pais, mães, filhos, trabalhadores, estudantes — cidadãos sinopenses que perderam a vida de forma brutal. E quando isso acontece, a dor recai sobre famílias inteiras, enquanto os problemas estruturais seguem sem resposta.

Mesmo com o crescimento acelerado da frota de veículos, a cidade ainda não conseguiu se adaptar com planejamento urbano compatível. Apesar de contar com vias largas em boa parte da malha viária, falta organização no fluxo, sinalização eficiente e medidas para garantir segurança aos mais vulneráveis no trânsito.

O que falta para agir?

O poder público municipal precisa urgentemente mudar a lógica da mobilidade urbana em Sinop. Não basta investir em rotatórias estéticas ou em obras para foto nas redes sociais. É preciso proteger vidas.

Algumas medidas urgentes incluem:

  • Instalação de redutores de velocidade em pontos críticos;
  • Reforço na sinalização horizontal e vertical;
  • Fiscalização de motos em alta velocidade, especialmente nas avenidas Tarumãs, André Maggi, das Figueiras e Bruno Martini;
  • Campanhas educativas com foco em respeito à faixa, uso do cinto, capacete e redução de velocidade;
  • Reestruturação do sistema de semáforos e implantação de ciclofaixas seguras.

Todos têm responsabilidade

Se o poder público precisa agir com urgência, motoristas e motociclistas também têm papel crucial. Avançar sinal, não dar seta, acelerar em faixa de pedestre ou dirigir embriagado são atos de irresponsabilidade que podem custar vidas.

A população sinopense merece transitar com segurança, especialmente quem anda de moto, bicicleta ou a pé. Quantas vidas mais terão que ser perdidas até que a cidade enxergue o trânsito como prioridade real?


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