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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Subtítulo: Partido de Bolsonaro afronta a soberania nacional dentro do Congresso e juristas já falam em cassação de registro com base no artigo 17 da Constituição. Ironia: quem prometeu acabar com o PT agora corre o risco de deixar de existir.

Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

Os bolsonaristas passaram anos repetindo que iriam “acabar com o PT”. Fizeram do antipetismo uma bandeira, um projeto político e até uma obsessão nacional. Mas, ironia do destino, quem pode ter o registro cassado agora é o PL, partido que abriga Jair Bolsonaro e boa parte da extrema direita brasileira.

O motivo? Uma cena tragicômica protagonizada por deputados do PL dentro do Congresso Nacional: estenderam uma bandeira dos Estados Unidos em apoio a Donald Trump no plenário da Câmara. Um gesto simbólico, mas carregado de significado — e que pode custar caro.

“Se ser puxadinho trumpista no Brasil significar violação ao artigo 17 da Constituição, isso justifica a cassação de registro”, afirmou o jurista Marcelo Uchôa, citado pelo deputado federal Padre João (PT-MG), um dos primeiros a denunciar o ato.

O artigo 17 da Constituição estabelece os princípios básicos de funcionamento dos partidos políticos no Brasil. Entre eles, o respeito à soberania nacional. Ao levar a bandeira de um chefe de Estado estrangeiro ao coração do Parlamento brasileiro, os parlamentares do PL podem ter ultrapassado o limite entre liberdade de expressão e atentado à pátria.

“Novamente o PL demonstra estar mais preocupado em atentar contra a soberania brasileira do que defendê-la”, escreveu Padre João em suas redes sociais. Para ele, o partido atua como uma verdadeira filial do trumpismo no Brasil, agindo contra os interesses do povo e a dignidade nacional.

A cena surreal gerou revolta nas redes sociais. Internautas ironizaram o episódio com frases como “o mundo não gira, ele capota”, “viva a terra plana!” e “de tanto falar em extinguir o PT, o PL é quem pode desaparecer”.

A exibição da bandeira de Trump dentro do Congresso não foi um ato isolado, mas o retrato de um projeto de poder submisso aos interesses dos Estados Unidos, especialmente ao modelo autoritário representado por Trump. O bolsonarismo, que se dizia nacionalista, revela-se cada vez mais um movimento de alienação colonial.

Se o Tribunal Superior Eleitoral decidir pela cassação do registro do PL, será um marco histórico. Pela primeira vez, um partido poderá ser extinto por violar princípios constitucionais ao se ajoelhar diante de um chefe de Estado estrangeiro.

O Brasil precisa decidir: seguirá sendo um país soberano ou continuará de joelhos para Trump?


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