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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Enquanto Lula reduz os custos na origem, consumidores continuam pagando até R$ 28 a mais no botijão em cidades como Sinop. Diferença é resultado de cartel, má fé e conivência de revendedores bolsonaristas.

Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

A Petrobras anunciou uma redução média de 14% no preço do gás natural vendido às distribuidoras, a partir de 1º de agosto de 2025. A medida, que reflete queda no preço do petróleo Brent e valorização do real, soma-se a uma sequência de cortes promovidos desde dezembro de 2022, totalizando mais de 32% no valor da molécula de gás. Trata-se de mais uma iniciativa do governo Lula para aliviar o custo de vida da população brasileira, especialmente nas tarifas de energia e combustíveis.

Mas em Mato Grosso, a realidade tem sido outra.

Em cidades como Sinop, o preço do gás de cozinha continua entre os mais altos do Brasil, chegando a R$ 138,18, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Já em Várzea Grande, o mesmo botijão de 13 kg é vendido por R$ 109,14, em média. A diferença ultrapassa R$ 28 por botijão – um peso extra no bolso das famílias trabalhadoras do norte do estado.

Cartel e conivência: o que está por trás desses preços abusivos?

A disparidade de preços entre cidades do mesmo estado não é coincidência. Em Mato Grosso, opera um verdadeiro cartel do gás, sustentado por grupos empresariais com fortes vínculos com o bolsonarismo. Durante os governos anteriores, a política de preços da Petrobras foi dolarizada, servindo aos interesses do mercado e dos acionistas privados, enquanto o povo pagava a conta.

Mesmo agora, com Lula no poder e a Petrobras novamente orientada por uma lógica de soberania energética e justiça social, distribuidoras e revendedoras seguem resistindo em repassar a redução de custos ao consumidor final. A conivência com essa prática revela um modelo de negócio baseado na exploração, e não no serviço.

Em 2023, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já havia condenado esquemas de cartel no setor de gás no Centro-Oeste, com multas milionárias. Mas as investigações e punições parecem não ter avançado sobre Mato Grosso, onde a máfia do gás continua operando livremente.

Lula faz a parte dele. E os revendedores?

O governo Lula tem demonstrado, com números e ações, que é possível governar para o povo. A Petrobras voltou a ter papel estratégico, reduzindo preços e reinvestindo no Brasil. O problema está em quem controla os pontos de venda e prefere manter margens de lucro escandalosas, ignorando as reduções anunciadas.

A lógica do cartel é clara: o que vale é o lucro de poucos, mesmo que isso signifique explorar a dona de casa, o pequeno comerciante ou o trabalhador que luta para pagar o botijão no fim do mês.

Sinop, cidade de destaque econômico em Mato Grosso, é um exemplo gritante dessa distorção. Enquanto cidades como Várzea Grande conseguem manter preços próximos da média nacional (R$ 101), Sinop figura entre os piores preços do país — e ninguém fiscaliza.

É hora de reação popular

Se o governo federal faz sua parte, cabe agora:

  • Ao Procon e ao Cade, investigar a fundo as práticas abusivas de revenda em Mato Grosso.
  • À população, denunciar os abusos, exigir transparência na composição dos preços e fortalecer o debate sobre a regulação do setor.
  • Às lideranças locais, romper com o silêncio e enfrentar a estrutura de poder que mantém o gás caro e o povo refém.

Com Lula, o Brasil está voltando ao rumo certo. Mas enquanto o bolsonarismo mantiver suas garras nos bastidores do comércio de gás, a verdadeira redução de preços continuará travada. É preciso romper com o cartel — e com a política que o sustenta.


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