Governo Lula desmonta esquema que transformou o Brasil em paraíso do armamentismo e retoma o controle sobre armas nas mãos de civis
Pela Redação | A Voz do Povo Em Tela

A partir de julho, o Brasil deu mais um passo para encerrar de vez a farra armamentista que tomou conta do país nos últimos anos. A Polícia Federal passou a assumir o controle total das atividades dos CACs — Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores — substituindo o Exército, que até então era responsável por essa função.
A medida, adotada pelo governo Lula por meio de decreto, tem como objetivo restabelecer o controle estatal sobre armas e munições, após o desmonte promovido pela gestão anterior, que facilitou o acesso a armamentos pesados por civis, inclusive fuzis, sob a justificativa de “colecionismo” ou “esporte”.
De acordo com o Ministério da Justiça, a nova diretriz é clara: chega de fachada legal para armar milícias, abastecer facções e multiplicar clubes de tiro em cada esquina.
Entre as principais mudanças, agora caberá à Polícia Federal:
- Registrar pessoas físicas e jurídicas para o exercício das atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça excepcional;
- Autorizar a aquisição, transferência e posse de armas;
- Conceder e fiscalizar guias de tráfego, que permitem o transporte de armas entre domicílios e clubes de tiro;
- Fiscalizar o comércio varejista de armamentos para civis;
- Aplicar sanções e suspensões em casos de irregularidades, desvios ou fraudes.
A decisão centraliza os dados e ações na estrutura federal de segurança pública, permitindo maior rastreamento, combate ao desvio de armas e fiscalização efetiva de verdadeiros arsenais em mãos privadas.
Balanço de uma tragédia armada
Durante o governo Bolsonaro, o número de CACs disparou. Em apenas quatro anos, o Brasil saltou de cerca de 117 mil registros para mais de 783 mil. A liberação escancarada levou à proliferação de armas pesadas em todo o país, com aumento de crimes, furtos de armamentos e violência doméstica com armas legalizadas.
Clubes de tiro viraram negócios lucrativos, muitas vezes sem qualquer fiscalização. Em diversas operações, a Polícia Federal e o Ministério Público encontraram armas registradas por CACs sendo vendidas a criminosos, transportadas em malas, ou usadas por milicianos.
A nova regra representa um divisor de águas: agora, o controle estará nas mãos da Polícia Federal, com sistemas integrados, cruzamento de dados e responsabilidade sob o guarda-chuva da Segurança Pública — e não mais do lobby armamentista.
Armas não são brinquedo, nem símbolo de status
Para o governo federal, a política anterior era ideológica, irresponsável e violenta. Incentivava uma cultura de ódio e medo, mascarada por supostos direitos individuais. O novo momento é de reconstrução: controle, paz social e valorização da vida.
Em 2023 e 2024, medidas do governo Lula já reduziram em mais de 90% os registros de novos CACs, suspenderam concessões a clubes de tiro e exigiram comprovação real de atividade desportiva ou profissional para manutenção do porte.
Além disso, o Desarmamento volta a ser política de Estado, com campanhas educativas, entrega voluntária de armas e combate ao tráfico internacional.
A farra acabou. E quem tiver algo a esconder, que se prepare: agora é a Polícia Federal quem está no comando.

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